Master é uma palavra inglesa que pode significar “mestre” ou “idoso” e seus congêneres vocabulares.
Sabe-se lá qual teria sido o motivo que inspirou a criação do banco batizado com este nome e hoje o olho daquele que tende a se tornar o furacão político-empresarial de maior dimensão e poder destrutivo da República Brasil.
Neste artigo, para não ser genérico, é fundamental recorrer a uma condição natural da sociedade: há joio e há trigo misturados em qualquer ajuntamento humano. Seja no clube, na igreja, no colégio, no escritório e até dentro de uma família ou uma casa as pessoas não pensam e agem da mesma forma ou o mesmo conteúdo. Tem quem acerta e quem erra.
Portanto, no escândalo que ainda caminha para apresentar seu real e monstruoso tamanho, as bombas explodem e explodirão esparramando estilhaços e provocando novas explosões.
Nos territórios da direita, da esquerda, do centro, em todos os pontos cardeais de partidos e empresas há pequenas ou grandes sujeiras causadas pelos desvios biliardários à sombra do Banco Master.
Patifaria, como se vê, é master, de maestria ou de prática envelhecida.
A prisão de seu dono, Daniel Vorcaro, e de alguns dos imediatos, vai causar profundas fissuras na organização político-partidária.
Porém, é absolutamente necessário fazer este omelete. Quebrar ovos custa muito menos que a quebradeira das finanças e a quebradeira do que ainda resta de confiança na Justiça. A impunidade não pode prevalecer.
O País está diante de uma histórica oportunidade para demonstrar a si mesmo que não teme o tira-teima com a verdade. Há pessoas, almas e consciências probas neste Brasil. E não haverão de ser minoria. Se nas instituições em geral a peste da corrupção contaminou muita gente, com certeza ainda restam muitos cidadãos e cidadãs imunes, gente capaz de ir às últimas consequências para insistir e fazer prevalecer o axioma de que o crime não compensa.
O Legislativo, o Executivo e o Judiciário estão agora diante de si mesmos, ambos sabendo que há muito pouco a fazer para impedir que Vorcaro ou qualquer outro de sua gangue entregue-se à delação premiada e conte tudo, tudinho.
Vai doer, sim, em quem está com a consciência suja ou em quem acredita nas boas intenções de seu líder ou partido.
Mas será saudável. Será bom. Omelete revigora. Restaura. É para fortalecer. Quebrar os votos, portanto. Doa a quem doer.