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Campo Grande, 20 de agosto de 2026

MARCELO MIRANDA- SECRETÁRIO DE TURISMO, ESPORTE E CULTURA

“Avançamos muito, seguindo a cartilha do governo Riedel”
  • Geraldo Silva
  • 4 de março, 2026
  • 5:22 pm
  • Eleições 2026, Entrevistas, Politica
Marcelo Miranda: secretário confirma candidatura a deputado estadual (Foto: Lucas Castro/Setesc)
  • Marcelo Miranda: secretário confirma candidatura a deputado estadual (Foto: Lucas Castro/Setesc)

Para Marcelo Ferreira Miranda, os bons resultados alcançados em sua festejada gestão na Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Cultura traduzem confiança nas convicções conceituais, no empenho e na competência de um trabalho em equipe e, sobretudo, na direção de governança que tem como líder o governador Eduardo Riedel (PP). Marcelo deixará a Setesc para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa. Ele quer ajudar na campanha de Riedel à reeleição e, se isto ocorrer, quer contribuir como deputado estadual com o próximo governo. “A boa política, trabalhando pelo bem comum, fazendo entregas, leva ao reconhecimento natural por suas ações e resultados”, decreta.

FOLHA DE CAMPO GRANDE – O senhor deixa a Pasta para disputar um cargo eletivo. Qual o saldo de sua gestão?
MARCELO MIRANDA – Encerro este ciclo bastante satisfeito. Creio que fizemos evoluções significativas no esporte, na cultura, no turismo e na proteção animal. Destaco os editais de fomento nas três áreas, democratizando o acesso a recursos com transparência e rigor. Na cultura, repaginamos os festivais América do Sul e de Bonito, utilizando-os realmente como geradores de fluxo turístico. E criamos programas, como os de música erudita, cinema nas câmaras municipais, carreta da cultura…e agora um grande destaque foi a Bienal do Livro, com resposta impressionante dos sul-mato-grossenses.

As pessoas estão cada vez mais politizadas e não aceitam a politicagem barata, com fins eleitoreiros (Foto: Lucas Castro/Setesc)

FCG – Fala-se muito sobre distâncias entre governos estadual e federal por diferenças políticas. A Setesc viveu isto?
MM – Sou muito crítico em relação à gestão do governo federal quanto ao esporte, não temos política pública definida e abrangente, sem um fundo específico ou programas estruturantes. Já na cultura a situação é bem diferente, com recursos descentralizados para estados e municípios e programas que conduzem o Brasil a um objetivo comum. É importante dizer que sempre fizemos o diálogo propositivo e tivemos portas abertas no governo federal, apesar das discordâncias.

FCG – O resgate do futebol estadual passa pelo resgate do Morenão ou o desafio é maior e mais complexo?
MM – Orgulho-me em dizer que implantamos uma política pública eficaz e abrangente, transformando o esporte estadual; Mas sabemos que não houve este avanço no futebol, apesar do apoio sistemático do Estado aos clubes, desde recursos para as séries “A”, no masculino e feminino, e “B”, nas categorias de base. Todavia, vejo um momento favorável com a nova gestão da federação (FFMS), modernização dos clubes, surgimento das SAFs e o governo finalmente assumindo a gestão do Morenão, que é fundamental para o desenvolvimento do futebol.

FCG – Sua candidatura será a deputado estadual ou federal? E quais serão os focos do mandato?
MM – Coloquei meu nome à disposição do nosso grupo político, para somar no grande projeto para Mato Grosso do Sul, que é a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e ainda a eleição ao Senado do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL). Pretendo disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, ajudando nesse projeto. Se isto ocorrer, poderei contribuir com o governador na sua próxima gestão, como parlamentar, aproveitando a experiência que adquiri nestes anos.

FCG – Embora separe as coisas, sua presença na cultura, no turismo e nos esportes ajuda a abrir novos caminhos eleitorais?

“Poderei contribuir com o governador na próxima gestão, como parlamentar, com a experiência adquirida nestes anos” (Foto: Lucas Castro/Setesc)

MM – Não tenho dúvida que sim. A boa política, trabalhando pelo bem comum, fazendo entregas, leva ao reconhecimento natural por suas ações e resultados. As pessoas estão cada vez mais politizadas e não aceitam a politicagem barata, com fins eleitoreiros. Não fiz uma gestão pensando em ser candidato. Os resultados são consequência de trabalho árduo, com seriedade e transparência na utilização de recursos públicos, o que me credenciou a buscar novos desafios.

FCG – Já sabe quem pode ser seu sucessor na Pasta ou vai sugerir algum nome?
MM – Temos uma equipe de elevada competência na secretaria. O Paulo Ricardo no Esporte, Edu Mendes na Cultura, Bruno Wendling no Turismo, e agora Alessandro de Souza nomeado adjunto, trazendo uma excelente experiência de gestão. E contamos com um governador que vê essas áreas como prioridades para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Por isto, temos certeza que a política pública implantada será mantida, independentemente do nome a ser escolhido.

FCG – Para finalizar: o senhor acredita que em sua gestão a política pública de cultura do Estado deixou de ser apenas uma aposta em eventos e espetáculos?
MM – Acredito que avançamos muito em vários aspectos nestas três áreas, reconhecendo o que já foi construído ao longo dos anos, mas sempre buscando avançar a partir da escuta dos servidores, gestores e, principalmente, da população. E seguindo fielmente a cartilha de gestão do governador Eduardo Riedel, um dirigente público cujo olhar é sensível e tem no cuidado com as pessoas a vocação humanista e transformadora.

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