Entrevista do governador ao Correio Braziliense focalizou gestão estratégica, crescimento e desafios políticos.
Em entrevista a Denise Rothenburg e Carlos Alexandre de Souza, jornalistas do programa CB.Poder, parceria entre Correio Braziliense e TV Brasília, o governador Eduardo Riedel (PP) descreveu como vem conseguindo dar respostas a antigos problemas de Mato Grosso do Sul e quais as avaliações sobre o cenário político no ano em que vai tentar sua reeleição.
Entrevista realizada ontem (terça-feira, 24/02), foi acompanhada por vários dirigentes e lideranças políticas e empresariais em Brasília.
Riedel disse que cobra com insistência um debate qualificado e de profundidade para questões de governança, citando que procura cumprir esta condição.
“A gente buscou aprofundar temas, como na assistência social. Tem pobreza extrema? É um absurdo, um Estado que cresce 5% a 7% ao ano ter o índice de pobreza extrema que tinha. Fomos atacar esse problema”, frisou. “Como? Desenha-se o projeto e o orçamento, quem é o responsável, de onde sai o dinheiro. É fácil falar que vai fazer. Eu não falei, eu fiz”.
Lembrou que não tinha plataforma para sair fazendo, mas começou a operar a gestão estratégica do Estado, seguindo apurado planejamento.
“Na educação, mais de 200 mil alunos e requalificamos 70% das escolas. Temos hoje ensino digital presente, fizemos uma PPP (Parceria Público-Privada) de fibra ótica que transformará o Estado.
Fizemos infraestrutura, transformamos o serviço público e 1.517 estruturas públicas do Estado inteiro estão conectadas, gerando economia de até 40% na comunicação.
Imagine o impacto na Telemedicina, na segurança pública, na gestão de dados. Estamos fazendo um governo digital, que usa a tecnologia para entregar aos cidadãos e cidadãs”.
Eleições
Riedel confirmou a pré-candidatura à reeleição e disse que seu partido, o PP, está formando uma coalizão de centro-direita que envolve o PL, PP, União Brasil, Republicanos, PSDB, MDB e PSD. Ele defendeu uma agenda estruturante para o Brasil.
“Será uma eleição contra o PT, que deverá ter candidatos ao Governo e ao Senado. Não vejo como não haver polarização novamente. Acredito que veremos o presidente Lula e o PT contra um adversário. E eu apoiarei o adversário do presidente Lula ou o candidato que estiver posicionado no campo da direita. Este será o nosso palanque em Mato Grosso do Sul”.
Ele lamentou não se falar mais em reformas de base. “Muitas vezes falta uma melhor elaboração para reformas administrativa, previdenciária ou política. O Brasil precisa pensar nisso”, postulou.
Depois, reforçou a necessidade de um debate mais aprofundado, necessário para solucionar problemas como está ocorrendo no Estado, especialmente no combate à pobreza extrema e na gestão de políticas públicas de qualidade na saúde e na educação.
Confira na íntegra a entrevista exibida pelo Correio Brasiliense.






