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Campo Grande, 17 de agosto de 2026
editorial

Abusos que maltratam, humilham e indignam os munícipes

  • Geraldo Silva
  • fevereiro 9, 2026
  • 5:30 am
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Abusos que maltratam, humilham e indignam os munícipes
Além de Campo Grande, mais três municípios de Mato Grosso do Sul estão na lista maldita de prefeituras brasileiras que fizeram operações suspeitas no fraudulento Banco Master.
Drenar cofres das previdências municipais, ou seja, desviar dinheiro público, do bolso do contribuinte, é grave crime de responsabilidade, conforme apontam as notícias de todos os veículos de imprensa e as primeiras investigações.
Ocorre que, em comparativos de grandeza demográfica, econômica e social, Campo Grande é uma Capital. Portanto, é uma urbe que deveria ser de referência em gestão pública, de cuidados atenciosos e resolutivos com uma população muito maior que as de Tacuru, Nova Alvorada do Sul e Três Lagoas.
Aqui, infelizmente, o universo de gente desrespeitada e prejudicada pelo desgoverno local beira um milhão de pessoas.
Infelizmente – e aí está mais uma vez este triste advérbio de modo – há outras manchetes que num mesmo dia fotografam o caos liderado pela excelentíssima senhora prefeita, líder evangélica, zeladora da moral e dos bons costumes, madrinha do bem e símbolo excelso de competência no exercício dos poderes que possui.
Exatamente: entre o final e o início das semanas, a imprensa trouxe mais uma proeza da – assim dizem – “gestora”.
A informação combina sensações de alívio e frustração do povo campo-grandense, aliviado pela decisão da Justiça de manter a decisão da Câmara Municipal que vetou o reajuste extorsivo do IPTU, mas frustrado por ter participado, direta e indiretamente, do processo eleitoral que deu à Sra. Adriane Lopes mais quatro anos de mandato.
Tomara a sorte que na imensa conta de frustrações e arrependimentos não se encaixe a tentação de abominar o voto, prática indispensável à saúde da democracia.
É preciso considerar que mesmo na democracia, o melhor regime que existe, há acertos que sofrem revisão depreciativa, transformam-se em equívocos, em erros, alguns gravíssimos.
E este, que concedeu para a prefeita mais 48 longos meses com a caneta nas mãos, atingiu o patamar mais elevado – ou o mais baixo, ao rés do chão.
Para os contribuintes, é humilhante depender de uma decisão do Judiciário para não serem extorquidos. 
É humilhante saber que seu voto está sendo pisado e depreciado por uma inquilina provisória do poder, que patrocina a extorsão oficializada das economias populares, por meio da manipulação de regras e critérios ajustáveis aos encardidos interesses da majestade que desgoverna o município.
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