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Campo Grande, 01 de outubro de 2026

Adeus Orelhão: Em 2026 todos equipamentos serão recolhidos

  • 20 de janeiro, 2026
  • Tecnologia, Telefonia
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Os orelhões, símbolos nostálgicos da comunicação pública brasileira, chegam ao ocaso definitivo em 2026, vítimas da evolução tecnológica que popularizou celulares e apps de mensagens, tornando-os relíquias obsoletas nas ruas.
​Fotos Históricas: fila em orelhão

Da origem nos anos 20 e auge com o design icônico
Os primeiros telefones públicos surgiram no Brasil na década de 1920, com caixas coletoras de moedas em estabelecimentos comerciais operados pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB), atendendo uma população de cerca de 30 milhões.

Ficheiro:Orelhões no interior do Conjunto Nacional.jpg – Wikipédia, a  enciclopédia livre

Em 1972, a Telebrás lançou o “Orelhão”, protetor de cabine criado pela designer chinesa Chu Ming Silveira, com cúpula de fibra de vidro resistente a vandalismo, chuva e barulho — um marco do design urbano que impulsionou 12% mais ligações públicas.
​
Na era de ouro, os orelhões azuis (para interurbanas em 1975) e laranja se multiplicaram: São Paulo chegou a 210 mil unidades em 1999. Fichas deram lugar a cartões em 1992, mas a privatização da Telebrás em 1998 mudou cores para verde-limão (Telefônica).
​
Despedida acelerada pela Tecnologia Móvel
A Anatel reduziu a obrigatoriedade de 6 para 4 aparelhos por mil habitantes, e com o fim das concessões de telefonia fixa em 2025, inicia-se em janeiro de 2026 a remoção em massa de cerca de 37 mil orelhões nacionais (33 mil ativos + 4 mil em manutenção), priorizando carcaças desativadas e aparelhos sem uso.

Em áreas sem alternativa de serviço móvel ou banda larga, os orelhões serão mantidos até 31 de dezembro de 2028, mas o grosso da retirada ocorre ao longo de 2026, sem prazo nacional único definido pela agência.

Orelhões viram lixo urbano em JP — A União - Jornal, Editora e Gráfica
​MS vai acabar com 108 orelhões que sobreviveram na ativa
Em Mato Grosso do Sul, restam apenas 108 orelhões (62 ativos e 46 em manutenção), operados por Oi (63), Claro (35) e Algar (10) — um resquício de milhares instalados décadas atrás, agora destinados à extinção com o fim das concessões a partir de 2026.
​
Dados mais recentes declarados pelas operadoras à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) mostram que o Estado ainda tem 108 telefones públicos instalados, entre aparelhos ativos e em manutenção, mas sem qualquer registro de novos investimentos ou reposição.

Do total identificado no painel oficial da agência reguladora, 62 orelhões aparecem como ativos e 46 constam em manutenção, distribuídos entre três operadoras.

Fim de uma era: MS vai acabar com 108 orelhões que sobreviveram na ativa
Orelhão com carcaça de arara-canindé, que fica na Praça Belmar Fidalgo (Foto: Osmar Veiga)

A partir de 2026, as empresas não são mais obrigadas a manter o serviço nos moldes antigos, o que abre caminho para a retirada progressiva dos aparelhos das ruas.

Em Mato Grosso do Sul, não há, neste momento, um dado consolidado sobre quantos aparelhos estão inativos, já que o mapa público do sistema está fora do ar e a consulta se limita a gráficos e planilhas declaradas mensalmente pelas prestadoras.

Ou seja, o número real de estruturas abandonadas pode ser maior do que o oficialmente visível.

 

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