…Antes que o barco afunde…
Leigos, especialistas, neutros, prós, contras, fulanas, cicranos e beltranas, enfim, os campo-grandenses de A a Z sabem que a gestão de sua prefeita é uma barca à deriva. Com a sucessão de desastres políticos, administrativos, financeiros e éticos, os buracos da cidade já começam a ganhar réplicas no casco desta embarcação.
Diante de um fracasso administrativo tão monumental, que chega a ser assustador, torna-se inevitável uma medida de emergência para frear a caótica e acelerada marcha da gestão municipal. E isto antes que a ideia de um impeachment prospere, tendo em vista o número cada vez maior de gente indignada e com os nervos à flor da pele.
Além dos cidadãos e cidadãs comuns, vereadores, políticos de todas as faixas representativas e operadores do Direito já se colocam a favor de um mecanismo legal de impedimento ou interrupção do mandato da prefeita. Seria o caos dentro do caos.
A busca de uma solução para um desastre político pode estar na própria política, capaz de gerar um efeito administrativo positivo. Se as forças no entorno de alianças de Adriane Lopes a convencerem a mudar a postura, a enxergar uma realidade que não aceita, a entender que não se governa com fantasia, o quadro pode ganhar novas cores.
A prefeita precisa ter a compreensão de que não é proprietária das verdades e que há sugestões e ideias boas para servirem de contribuição.
O governo estadual e os partidos de sustentação, sobretudo, são os mais próximos do poder local, capazes de recompor o modelo gestor, renovar as práticas e consagrar o interesse público, e não o privado, o pessoal, o do compadrio.
A continuar assim como está, piorando a cada dia, além do padecimento contínuo da população, os desgastes vão cair pesadamente nas contas políticas e eleitorais dos partidos e apoiadores que deram e seguem dando oxigênio à gestão de Campo Grande.

