SOS governador! É Campo Grande! De novo!
Se nestes dias encontrarem o governador Eduardo Riedel ou então algum de seus assessores ou funcionários do Estado limpando calçadas e tapando buracos das ruas de Campo Grande, não estranhem.
Vale tudo, e como vale! para socorrer uma cidade que afundou no lodo do descaso e da incompetência do poder público municipal.
A bem da verdade, mesmo sem ter exigido da autoridade máxima do Estado um esforço físico deste tipo, o socorro do governo e do governador à capital sul-mato-grossense já vem sendo dispendido nos últimos anos.
Nas contas do tempo, desde a gestão de Reinaldo Azambuja, iniciada em 2015 e concluída em 2022, o oxigênio providencial dos cofres, máquinas e ações da Governadoria vem preenchendo as lacunas abertas pela inércia dos gestores municipais.
Qualquer campo-grandense tem na memória a confusão e as tragédias causadas no movimentado tráfego de pessoas e veículos em um dos trechos urbanos mais movimentados da cidade, a chamada Via Park. A situação ali, uma via municipal, só foi resolvida quando Azambuja instalou no âmbito das prioridades da Secretaria Estadual de Infraestrutura a previsão de recursos para requalificar e alterar estruturalmente o fluxo do trânsito, construindo uma rotatória e implantando as estruturas de sinalização necessárias.
E assim se processou com obras em diversas frentes, uma delas com a revitalização de pavimento em ruas e avenidas, seja com recapeamento ou asfalto novo, atendendo grandes corredores e pontos socioeconômicos, como o Núcleo Industrial de Indubrasil e a Avenida Ceará.
Foram criados, inclusive, programas específicos para atender o município, entre os quais o “Governo Presente” e o “Reviva Campo Grande”.
Com Riedel, as demandas e os auxílios regulares e emergenciais não deixam de ser respondidos pelo Estado. No conjunto dos investimentos, é suficiente citar as obras viárias da Avenida dos Cafezais, nas Moreninhas, e a requalificação da Avenida Duque de Caxias. Estas, contudo, são obras que atendem a um cronograma de começo, meio e fim, com serventia duradoura.
Entretanto, existe um outro tipo de emergência, aquela que não pode sofrer procrastinação, como o transporte coletivo.
Mesmo sendo uma responsabilidade específica da prefeitura, o poder concedente, e das concessionárias, as que executam o serviço de transporte de passageiros, o Tesouro Estadual teve que entrar com vultosa contrapartida para o sistema continuar respirando.
É um farto oxigênio, anualmente bombeado na direção do contrato entre a Prefeitura e o Consórcio Guaicurus, que abriga as empresas de ônibus.
Assim, neste final de 2025, a prefeita Adriane Lopes, no poder desde 2017, presenteou a população com uma crise sem precedentes em todos os setores sob sua responsabilidade. O transporte coletivo, um dos que foram mais atingidos, ficou paralisado praticamente quatro dias.
Sem receber os salários, os motoristas entraram em greve. Pelo contrato de concessão, a prefeitura é obrigada a fazer um repasse regular para compensar a renda que as empresas deixam de ganhar oferecendo passe livre aos estudantes.
Cadê o dinheiro? A prefeita jura que está em dia e já repassou. E as empresas a desmentem. garantem que ela está em falta. E é aí que entra em cena o governador Eduardo Riedel e antecipa o desembolso que faria em janeiro, para assegurar um Natal com dignidade para esses trabalhadores.
São R$ 3,3 milhões que o Estado acaba de liberar para solucionar o grave problema criado por uma gestão avaliada pela sociedade como a pior de todas que a cidade já teve.
Pena que o Estado não tem caixa suficiente para prestar semelhantes socorros aos demais serviços públicos municipais que estão em estado de penúria, caoticamente funcionando, como o sistema de saúde.
De qualquer forma, ficou evidente, pela enésima vez, que se não fosse o governo do Estado, Campo Grande seria obrigada a sentir-se pequena.