Segundo ex-deputado, a Guarda Municipal foi transformada em tropa de choque da prefeita

“A prefeitura transformou a guarda municipal em tropa de choque. E contra quem? Contra quem ousa perguntar onde está o dinheiro da saúde”.
O incisivo questionamento foi feito pelo apresentador de rádio e TV, ex-prefeito e ex-deputado estadual Raul Freixes, em um vídeo que gravou para repudiar o uso de força desproporcional da GCM (Guarda Civil Municipal) de Campo Grande para reprimir um pequeno grupo que foi às ruas protestar contra a gestão da prefeita Adriane Lopes (PP). A seu ver, a sociedade precisa escolher entre ser governada pelo medo ou levantar a voz antes que silenciem todo mundo.
Freixes destaca as agressões e humilhações impostas às pessoas que protestavam, basicamente mães de crianças especiais, trabalhadores, idosos e até um professor lotado na Rede Municipal de Ensino (Reme), Washington Alves Pagane, e sua mãe. “Foram protestar pacificamente e pedir o básico: remédio, fralda, fórmula, comida especial, coisas que salvam vidas, que a prefeitura recebe milhões para entregar, mas não entrega”.
Ao classificar o cenário repressivo como “um palco de horror”, Freixes mencionou atos de violência, entre os quais celulares arrancados, mulheres no chão, idosos derrubados “e um professor, um herói da inclusão, um defensor das crianças autistas, algemado e jogado num camburão como se fosse um bandido”. A mãe dele, de 61 anos, que depende da saúde pública, foi jogada ao chão. “Se fosse dentro de casa, seria Lei Maria da Penha, mas é a guarda municipal e então chamam de operação. E, enquanto isso, R$ 158 milhões da saúde simplesmente sumiram”, completa.
Confiram o vídeo:






