Presidente da Câmara afirma que convocação do presidente do IMPCG foi o primeiro passo para esclarecer o caso.

As operações entre o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) e o Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente por envolvimento em fraudes, serão todas esclarecidas ponto a ponto e o Legislativo não abrirá mão de sua atribuição fiscalizadora. A garantia foi dada e reiterada pelo presidente da Câmara, Epaminondas Papy (PSDB), depois de ouvir o presidente do instituto, Marcos Tabosa, convocado pelos vereadores para prestar esclarecimentos sobre o caso.
“A Câmara cumpre seu papel de zelar pela transparência e pela responsabilidade na gestão, oferecendo à população informações claras sobre o uso dos recursos públicos”, destacou Papy. Ele considera justos os questionamentos sobre o uso de verbas públicas em operações financeiras de elevado risco e a sociedade precisa ser informada ponto a ponto.

“É mais uma polêmica na cidade, um investimento duvidoso do Município com uma instituição que já vinha apresentando sinais de insolvência com a promessa de lucros muito acima do mercado. Mesmo assim, o Município arriscou e fez o investimento”, salientou.
O diretor-presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, disse aos vereadores que foram repassados ao banco 500 mil por mês. “Investimos R$1,2 milhão, hoje a conta está em R$1,429 milhão. Tomaremos as medidas judiciais cabíveis para proteger o dinheiro da população”, assegurou.
Papy instalou uma comissão para acompanhar o caso e gravou um vídeo deixando claro que a busca da verdade dos fatos será levada com rigor e objetividade até o fim. Os vereadores pediram a documentação completa sobre a decisão do Instituto em investir no Master, apesar dos riscos.
Os dados devem ser fornecidos até o dia 10. “Precisamos entender porque foi feito, quem autorizou, quais as fundamentações que chegaram a esses investimentos. E a comissão vai acompanhar tudo”, frisou Papy.
Confira o vídeo.






