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Campo Grande, 29 de setembro de 2026

Ex-deputado Edson Giroto é condenado por enriquecimento ilícito no MS

  • 24 de outubro, 2025
  • Geral, Polícia, Politica
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Sentença reconhece acréscimo patrimonial de mais de R$ 16 milhões sem origem comprovada entre 2007-2015 e determina suspensão dos direitos políticos por 12 anos.

A sentença observou que o ex-secretário “utilizou o cargo público para auferir vantagem pecuniária indevida” e que as operações financeiras “revelam enriquecimento ilícito decorrente de sua posição administrativa”.

O ex-deputado federal e ex-secretário estadual de Obras e Infraestrutura de Mato Grosso do Sul, Edson Giroto (PL), foi condenado em ação de improbidade administrativa por ato de enriquecimento ilícito, segundo decisão da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, assinada pelo juiz Ariovaldo Nantes Corrêa.

De acordo com o julgamento, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) comprovou que Giroto e sua então esposa, Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto, apresentaram evolução patrimonial incompatível com os rendimentos declarados entre 2007 e 2015 — período em que ele ocupou cargos públicos de relevo. A sentença aponta acúmulo de aproximadamente R$ 16,07 milhões em patrimônio sem origem comprovada.

O ex-deputado federal Edson Giroto (PL), que também foi secretário de Obras e Infraestrutura de Mato Grosso do Sul na gestão de André Puccinelli (MDB), no início da década passada, foi condenado por ato de improbidade administrativa que resultou em enriquecimento ilícito.

Principais fatos da investigação
Ação foi movida com base nos artigos 9.º (enriquecimento ilícito) e 11.º (violação aos princípios da administração pública) da Lei n.º 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa).

Entre os bens identificados constam 28 imóveis — urbanos e rurais —, incluindo uma residência avaliada em cerca de R$ 7 milhões no condomínio Damha I, em Campo Grande, veículos de luxo e movimentações bancárias superiores a R$ 9,3 milhões.

Relatórios da Controladoria‑Geral da União (CGU) e da Receita Federal apontaram inconsistências, como imóveis registrados em nome de terceiros, valores declarados abaixo dos preços de mercado e ocultação de bens.

Penalidades aplicadas
Na sentença, foram impostas as seguintes sanções a Giroto:
-Perda dos bens e valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio — estimados em R$ 10.776.663,06.
-Suspensão dos direitos políticos por 12 anos.
-Proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais pelo mesmo período.

Giroto já respondia a outras ações criminais e de improbidade relacionadas ao esquema, inclusive por lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Desdobramentos
A condenação decorre dos desdobramentos da Operação Lama Asfáltica — investigação que apurou fraudes em licitações, superfaturamento de obras públicas e lavagem de dinheiro no estado, no então Governo de André Puccinelli.
Giroto já respondia a outras ações criminais e de improbidade relacionadas ao esquema, inclusive por lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Defesa
A defesa de Giroto sustentou que os recursos tinham origem privada e que não há prova de desvio direto de verbas públicas ou favorecimento de empresas investigadas.
No entanto, o juiz considerou que o conjunto de provas — laudos periciais, relatórios de fiscalização e movimentações bancárias — demonstrou dolo e má-fé na ocultação do patrimônio.

Com a decisão, o ex-deputado fica inelegível pelo período definido e impedido de exercer cargos públicos ou firmar contratos com o setor público durante a suspensão dos direitos políticos. A decisão cabe recurso.

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