A ausência do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), na posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, foi alvo de críticas até de governadores de direita.
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Dois governadores do campo da direita disseram reservadamente que o colega de São Paulo cometeu um erro político ao não comparecer ao evento mais importante de Brasília, estando ele na capital para se reunir com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
“Tarcísio mostrou total falta de independência, faltou a ele o sentimento de um homem público, que não pode misturar as coisas das divergências políticas com a institucionalidade do país”, disse um governador.
Outro afirmou que o colega paulista perdeu uma grande oportunidade para demonstrar que tem interesse num bom relacionamento com o STF.
“Depois de fazer críticas duras ao Supremo, ele deveria demonstrar que está aberto ao diálogo comparecendo à posse de Fachin. Ele acaba se isolando”, afirmou.
Os governadores presentes ao evento, por sinal, não acreditam que Tarcísio tenha decidido ser candidato à reeleição. A avaliação é exatamente a oposta.
A decisão de ir somente à visita na casa de Bolsonaro mostra que ele está cada vez mais candidato à Presidência, na avaliação de políticos presentes à posse de Fachin.
Segundo um governador, ele demonstrou fidelidade total a Bolsonaro de olho no seu apoio para disputar a eleição presidencial no ano que vem.
Moraes autorizou que o encontro poderia ocorrer na segunda-feira (29/09), das 9h às 18h. Seria possível, portanto, Tarcísio visitar Bolsonaro de manhã, mas ele foi justamente no momento em que ocorria a posse, às 16h.
Líderes apoiadores do ex-presidente, tal qual o governador Tarcísio Gomes de Freitas, também não deram o ar da graça na posse do novo presidente do STF, Edson Fachin.
Um ministro com trânsito no Centrão comentou que bolsonaristas e líderes do Centrão decidiram não comparecer para não criar constrangimentos.
Governadores de direita, porém, estavam lá, como o goiano Ronaldo Caiado, o carioca Cláudio Castro e o mineiro Romeu Zema, além do gaúcho Eduardo Leite.
Se Tarcísio não foi, seu secretário de governo, Gilberto Kassab, estava lá, sendo muito procurado por políticos e ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com informações do Portal G1 Política.






