Ex-governador Reinaldo Azambuja reforça aliança com Bolsonaro e Riedel, leva 19 prefeitos para o partido e promete fortalecer a direita em MS.

Ao som de samba, sob uma enorme bandeira do Brasil e aplausos de mais de quatro mil pessoas, o ex-governador Reinaldo Azambuja oficializou sua filiação ao PL neste domingo (21/09), no Ondara Palace, em Campo Grande.
O evento contou com a presença de autoridades nacionais e estaduais, entre elas o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, o senador Rogério Marinho (PL-RN), o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), além do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP).

Convidado pessoalmente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Azambuja deixou o PSDB após três décadas de militância. Ele destacou que a decisão não significa ruptura, mas sim a construção de um novo projeto. “Deixo o PSDB depois de 30 anos com gratidão e respeito. Aceito este convite para fortalecer a direita em Mato Grosso do Sul e contribuir para um futuro melhor para nosso Estado e nosso país”, declarou.
O ex-governador ressaltou que sua prioridade é a reeleição de Riedel ao governo estadual, mas deixou em aberto sua candidatura ao Senado em 2026. “PL, PP, União Brasil. Partidos que têm sintonia de apoio ao governo Riedel. Precisamos enfrentar um adversário comum. Há a possibilidade do Lula voltar a governar o Brasil e nós não queremos isso”, afirmou.
Segundo Azambuja, o acerto com o PL começou em julho do ano passado, durante reunião em Brasília com Bolsonaro e lideranças nacionais da legenda. “O martelo foi batido neste ano, antes da decretação da prisão domiciliar do Bolsonaro”, revelou.

O ex-governador chega ao PL com a missão de pacificar a sigla em Mato Grosso do Sul, estruturar chapas competitivas para as eleições proporcionais e consolidar alianças com partidos de centro-direita, como Republicanos, PSD, Podemos e MDB. “Chego ao PL para somar e multiplicar, não para dividir. Queremos dar mais musculatura política, respeitando também as lideranças que já estão no partido”, disse.

Azambuja levou consigo 19 prefeitos tucanos, incluindo Marcos Calderan (Maracaju), Josmail Rodrigues (Bonito), Mauro do Atlântico (Aquidauana), Juliano Ferro (Ivinhema), Henrique Ezoe (Rio Negro) e Thalles Tomazelli (Itaquiraí), ampliando para 24 o número de gestores municipais do PL no Estado. Ao menos três deputados estaduais devem seguir o mesmo caminho na próxima janela partidária.
O governador Eduardo Riedel, hoje no PP de Tereza Cristina, prestigiou o evento e destacou a importância do aliado. “A direita brasileira não pode, de forma nenhuma, abrir mão da presença de Reinaldo Azambuja no Senado Federal. Esse é um compromisso com o crescimento e desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, disse.
Tereza Cristina, senadora e principal nome do PP no Estado, reforçou a necessidade da coalizão. “A direita tem que caminhar junta. Só vamos vencer se estivermos unidos”, afirmou.
Com respaldo da cúpula nacional do PL, fundo eleitoral robusto e tempo de TV, Azambuja desponta como uma das peças centrais no projeto político da direita para 2026. Sua filiação marca não apenas uma guinada no tabuleiro regional, mas também o início de uma nova fase de protagonismo político alinhado ao bolsonarismo.
Carreira política de Reinaldo Azambuja
1996 – Ingressa no PSDB e é eleito prefeito de Maracaju.
2000 – Reeleito prefeito, consolida liderança política regional.
2006 – Eleito deputado estadual por Mato Grosso do Sul.
2010 – Eleito deputado federal, ampliando atuação em Brasília.
2014 – Eleito governador de MS pelo PSDB, derrotando Delcídio do Amaral.
2018 – Reeleito governador, mantendo hegemonia tucana no Estado.
2022 – Apoia Eduardo Riedel como seu sucessor; PSDB vence o governo pela terceira vez consecutiva.
2024 – Sob sua influência, o PSDB conquista 44 prefeituras no Estado.
2025 – Deixa o PSDB após 30 anos e aceita convite de Jair Bolsonaro para se filiar ao PL.
2026 (projeção) – Cotado como candidato ao Senado, com apoio de Riedel e da direita nacional.






