Senador vê abertura para negociações com os EUA graças ao empenho da comissão que acompanha o caso.

A América do Sul – sobretudo o Brasil – só tem a ganhar, e muito, no eixo de negócios estabelecido pelo tão aguardado acordo entre o Mercosul e a União Europeia. A afirmação é do senador Nelsinho Trad (PSD), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que se desdobra com os colegas do colegiado para garantir as melhores posições dos produtos e dos interesses brasileiros nos mercados estrangeiros.
O senador, que é também o vice-presidente da Representação Brasileira no Parlasul (Parlamento do Mercosul), comemora a decisão da Comissão Europeia de dividir o acordo em duas etapas, uma comercial e outra política. “Isto reacendeu a nossa expectativa de concluir o maior tratado já negociado pelo Brasil”, exulta Nelsinho, que lidera estas ações no âmbito do Congresso Nacional.
Avanços
Em princípio, segundo Nelsinho, alguns avanços já podem entrar na conta positiva dos brasileiros. “Redução de tarifas para produtos como carne, soja, milho, café e manufaturados; acesso ampliado aos mercados europeus e maiores investimentos externos no Brasil; mais empregos no campo e na indústria, impulsionados pela exportação, segurança jurídica para exportadores e novos parâmetros para acordos futuros”, relaciona.
Em agosto passado ele propôs audiência pública no Senado para debater as perspectivas de assinatura, ratificação e entrada em vigor do acordo. A proposta foi aprovada e o encontro reunirá as representações diplomáticas da Dinamarca, país que detém a presidência do Conselho Europeu, e da União Europeia no Brasil, além do embaixador brasileiro junto à UE. “O momento é de impulso político junto à Europa, somado à preparação do terreno institucional no Brasil, com os esclarecimentos de impactos e organização dos setores produtivos”, assinala.
O senador também empenhou-se na interlocução internacional e nos últimos meses esteve em Portugal, Bélgica e Polônia. Em junho fez parte da missão do Parlasul em Estrasburgo e reuniões com eurodeputados e comissões estratégicas do Parlamento Europeu. Ao regressar ao Brasil, recebeu senadores franceses para discutir os pontos de resistência ao tratado. Nelsinho Trad diz que o tarifaço de 50% impostos pelos Estados Unidos a produtos brasileiros aumentou a pressão para diversificação de mercados.








