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Campo Grande, 13 de outubro de 2026

União Brasil e PP rompem com governo Lula e orientam saída de filiados

  • 3 de setembro, 2025
  • Politica
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Dirigentes partidários pressionam ministros Sabino e Fufuca a deixarem cargos; permanência poderia resultar em expulsão das siglas.

Saiba quem são Fufuca e Sabino, ministros que devem sair do governo - ISTOÉ  Independente
O Ministro do Esporte André Luiz Carvalho Ribeiro (a esquerda), mais conhecido como André Fufuca e o Ministro do Turismo Celso Sabino de Oliveira (a direita), tem que deixar o governo Lula.

A federação partidária formada pelo União Brasil e pelo PP anunciou nesta terça-feira (02/09) que filiados aos partidos devem deixar cargos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

União Progressista anuncia saída da base do governo Lula e exigem saída de ministros do Governo ou dos partidos federados.  Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda, presidente do União Brasil.

O anúncio foi feito pelo presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI). Nogueira e Rueda acertaram os detalhes do comunicado público após conversarem diretamente com os ministros do Turismo, Celso Sabino (União-PA), e do Esporte, André Fufuca (PP-MA).

Os ministros vinham defendendo permanecer por mais tempo nos cargos, mas os comandantes das legendas consideraram a situação insustentável. Eles deixaram claro que, se não saíssem, Fufuca e Sabino seriam expulsos das respectivas siglas.

Ao serem questionados sobre o prazo para que as renúncias aos cargos no governo sejam feitas, o presidente do União afirmou que o prazo está “dado como hoje”. No entanto, o presidente do PP, Ciro Nogueira, disse que dependerá do “bom senso” de cada um.

Mesmo sendo considerados parte da cota do União Brasil, os ministros do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e das Comunicações, Frederico Siqueira, devem ser poupados nas mudanças. Isso porque eles não são filiados aos partidos atualmente e são apadrinhados pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).

Os presidentes não comentaram a situação do presidente da Caixa, Carlos Vieira, tido como um indicado do ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL), uma das lideranças do PP. A decisão de Nogueira e Rueda também foi tomada após reunião, na manhã de terça-feira (02/08), com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, onde ficou acertado que haverá também uma defesa pública do PP e do União a projetos que buscam garantir anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.

Relação com o governo
A avaliação interna União Brasil é de que a situação se tornou insustentável após o presidente Lula dizer que o presidente do partido não gosta dele, nem do governo. Lula disse que também não gosta de Rueda.
Após a fala de Lula, Antônio Rueda soltou uma nota rebatendo o presidente. “A fala do presidente evidencia o valor da nossa independência e a importância de uma força política que não se submete ao governo”, dizia trecho da nota.

Com informações do Portal G1

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