Operação Galeno prendeu farmacêutico, fechou farmácia nas Moreninhas e apreendeu anabolizantes e remédios sem nota fiscal.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga a participação de médicos em um esquema de comercialização clandestina de medicamentos controlados, incluindo canetas emagrecedoras e anabolizantes. A ação faz parte da Operação Galeno, deflagrada nesta quarta-feira (21/08), em Campo Grande.
De acordo com o delegado Wilton Vilas Boas, há indícios de que profissionais de saúde forneciam receitas usadas para liberar os produtos, que depois eram revendidos em farmácias, residências, pontos de rua e até em grupos de WhatsApp. As investigações apontam que a rede monitorada reunia cerca de 500 pessoas, entre consumidores e revendedores.
Durante o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, as equipes encontraram anabolizantes, medicamentos sem procedência, produtos armazenados de forma irregular e até alimentos vencidos. Parte do material foi recolhida em uma farmácia localizada no bairro Moreninhas, que acabou fechada após a vistoria.

O farmacêutico responsável foi preso em flagrante e afastado das funções. Segundo a polícia, apesar de apresentar notas fiscais, os remédios estavam mal acondicionados, o que comprometia a qualidade e colocava em risco a saúde pública.
Entre os alvos da operação também esteve a sede da Associação dos Amigos da Criança com Câncer (AACC), onde a polícia cumpriu mandado relacionado a um colaborador da instituição. Em nota, a AACC esclareceu que não tem ligação com o caso.
Os envolvidos poderão responder por crime contra as relações de consumo e tráfico de drogas, já que as substâncias apreendidas são de uso restrito e exigem regulamentação rigorosa.






