A credibilidade como passaporte
“Missão Ásia”. Este é o singelo nome de batismo oferecido ao périplo de mais de duas semanas que o governador Eduardo Riedel está fazendo no Japão, Índia e Singapura.
Longe de ser um passeio ou uma prosaica sondagem de terreno, o gestor foi encontrar-se com autoridades governamentais e empresários desse bloco asiático. Ele vai, no mínimo, abrir novos mercados, ou no máximo, iniciar a colheita dos frutos produzidos por árvores que são plantadas em Mato Grosso do Sul desde 2015, quando o governo estava sob a chefia de Reinaldo Azambuja.
E o Estado ainda tem muita semente e muito chão para ser ocupado produtivamente por quem aqui desembarcar com o propósito de ampliar o arvoredo. Para que este processo se fortaleça e seja ampliado, Riedel leva na bagagem uma qualificada e robusta pilha de argumentos persuasivos, e todos embasados na realidade de um Estado que dispõe de farta oferta de produtos, serviços e potencialidades ao gosto dos investidores.
Na pasta que está abrindo em plena mesa de diálogos desta missão, o governador mostra, entre outras seduções, um Mato Grosso do Sul que é ranqueado entre os três estados mais favoráveis aos negócios no Brasil. E não somente no setor agropecupário, mas em outros ramos da cadeia econômica. Ao gado e aos grãos, duas atividades primárias de produção, juntam-se a indústria e suas dezenas de braços para rentáveis processos de exploração comercial, da celulose ao etanol.
Mais um adendo pode ser adicionado à argumentação de Riedel: o território sul-mato-grossense tem vocações estabelecidas pela natureza, como os biomas do Pantanal e do Cerrado. Acrescente-se a produção de minérios. Tem mais: turismo, gastronomia, singularidades nativas. E há o mais imediato para atrair o empresariado: o caminho curto que a Rota Bioceânica oferece para chegar no acesso marítimo à Ásia com custos competitivos e também a disponilidade logística de escoamento por rios e rodovias, enquanto a ferrovia não vem.
Não é somente um governador ou um governo fazendo história. É a população sul-mato-grossense que entre o atraso e o avanço soube fazer a melhor escolha. Optou pela lógica do futuro. Deu um presente ao seu presente, que foi ir às urnas para votar na credibilidade e fazer a aposta certeira no amanhã.