Justiça Eleitoral derruba alegações do PDT e DC, que insistiam com denúncia derrotada duas vezes.

Depois de perder nas duas primeiras ações propondo a cassação dos mandatos da prefeita Adriane Lopes (PP) e da vice-prefeita Camilla Nascimento, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e a Democracia Cristã (DC) sofreram nova derrota. Ontem, terça-feira (05/08), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) rejeitou por unanimidade os embargos que os dois partidos haviam intentado na tentativa de dinamitar o resultado das urnas.
A rejeição foi acachapante: cinco votos a zero, ou seja, não houve um voto sequer a favor do pedido de cassação dos mandatos. O PDT é o partido pelo qual a ex-deputada federal Rose Modesto concorreu em 2024 à sucessão campograndense. Ela conseguiu passar para o segundo turno, mas não impediu a reeleição de Adriane Lopes.
Os embargos foram acionados questionando a decisão anterior do Tribunal rejeitando o pedido das duas siglas para que fosse cassada a chapa de Adriane e Camilla, acusando-as de compra de votos e abuso de poder religioso. Os juízes entenderam que os recursos não apresentaram omissões, obscuridades ou contradições que justificassem a revisão do julgamento.
Agora, a legalidade da eleição e seu resultado estão mantidos e Adriane emplaca uma nova e importante vitória. Ainda que o PDT e a DC usem o direito de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só as decisões do TRE, ambas favoráveis às duas eleitas, serão suficientes para reforçar a consistência jurídica da decisão consagrada nas urnas. Em maio passado, o TRE havia rejeitado o mesmo pedido por cinco votos a dois.






