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Campo Grande, 01 de outubro de 2026

Dólar oscila e cai com aproximação do tarifaço sobre o Brasil

  • 29 de julho, 2025
  • Cotação do Dólar
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Haddad disse que Alckmin conversou com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick e Brasil prosperará em negociação com EUA.

Às 14h (Brasília) o Dólar comercial estava em queda de 0,42%, cotado a R$5,567, depois de já ter atingido hoje R$5,60 pela manhã, a moeda oscila no sobe e desce. A Bovespa sobe 0,88% registrando 133.298,25 pontos.

O dólar à vista tinha leve alta ante o real nesta terça-feira, à medida que investidores seguem de olho na resposta do Brasil diante da aproximação do prazo de 1º de agosto para a imposição de tarifa de 50% pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros.

Às 10h27, o dólar à vista subia 0,10%, aos R$ 5,597 na venda. Na B3 o dólar para agosto — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,06%, aos R$5,597.
Na segunda-feira, o dólar à vista fechou o dia com alta de 0,54%, a R$5,5925.

Dólar comercial
Compra: R$ 5,596
Venda: R$ 5,597

Dólar turismo
Compra: R$ 5,63
Venda: R$ 5,81

Às 14h (Brasília) o Dólar comercial estava em queda de 0,42%, cotado a R$5,567, depois de já ter atingido hoje R$5,60 pela manhã, a moeda oscila no sobe e desce. A Bovespa sobe 0,88% registrando 133.298,25 pontos.

O que aconteceu com dólar hoje?
Dias antes da imposição da tarifa anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Brasil, o governo brasileiro segue em busca de abrir canais de diálogo com autoridades norte-americanas para negociar a taxa, mas parece não ter tido sucesso até agora.

Analistas também veem pouco espaço para um acordo, uma vez que Trump vinculou sua ameaça a questões mais políticas — como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) — do que comerciais, limitando as contrapartidas que o Brasil poderia oferecer.

Na mais recente atualização sobre o assunto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse mais cedo que o vice-presidente Geraldo Alckmin teve na véspera uma longa conversa com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, acrescentando que o governo não está “fixado” com o prazo de Trump.

Sem a perspectiva de que o governo dos EUA possa suspender a tarifa sobre o Brasil ou estender o prazo para negociações, os investidores optavam por manter a cautela nesta sessão, sem realizar grandes apostas em qualquer direção. “Ainda estamos patinando para tentar fazer um negócio com o governo dos EUA… Mercado está colocando expectativa sobre o plano de contingência do governo e como pode afetar a questão fiscal do país”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

No cenário externo, o foco também está em torno do comércio, particularmente sobre o recém-fechado acordo entre os EUA e a União Europeia, que estabelece uma tarifa de 15% sobre os produtos europeus que chegam aos EUA.

O anúncio do acordo fornecia força ao dólar nos mercados globais, uma vez que os agentes financeiros têm concluído que o entendimento foi mais favorável para Washington ao impor taxas ainda altas sobre a UE, apesar de abaixo da ameaça anterior de Trump de uma tarifa de 30%.

Nesta semana, os investidores ainda se posicionam para as decisões de política monetária do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve, com ambas a serem divulgadas na quarta-feira. A expectativa é de que os dois bancos mantenham suas taxas de juros estáveis.

Com informações da Agência Reuters

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