Mercado reage à manutenção da Selic e acompanha impactos da guerra no cenário internacional; dólar volta a recuar após estabilidade na véspera.

O dólar operava em queda nesta sexta-feira (20/6), no primeiro dia de negociações no mercado brasileiro após o anúncio da elevação da taxa básica de juros do país para 15% ao ano, na noite da última quarta-feira (18/6).
Por causa do feriado de Corpus Christi, não houve negociações na Bolsa de Valores do Brasil (B3) na quinta-feira (19/6).
Os investidores também repercutem os desdobramentos da guerra entre Israel e Irã, que completou uma semana, em meio à expectativa sobre uma possível entrada dos Estados Unidos no conflito.
Dólar
Às 9h54 (Brasília), o dólar caía 0,2%, a R$ 5,49. Mais cedo, às 9h06, a moeda norte-americana recuava 0,41% e era negociada a R$ 5,479.
Na última quarta-feira, antes do anúncio da taxa de juros pelo Banco Central (BC), o dólar fechou estável, com leve alta de 0,04%, cotado a R$ 5,50.
Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 3,81% no mês e de 10,99% no ano.
Às 11 horas (Brasília) o dólar comercial estava em queda de 0,22% cotado a R$5,489.O Euro estava em alta de 0,2% cotado em R$6,324.
Ibovespa
O Ibovespa, principal índice da B3, também operava em queda no início do pregão.
Às 10h15, o Ibovespa recuava 0,62%, aos 137,8 mil pontos. Às 11h (Brasília) a Bovespa recuava 0,8% com 137.609,38 pontos.
No último pregão, o indicador também fechou praticamente estável, com leve queda de 0,09%, aos 138,7 mil pontos. Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 1,23% em junho e de 15,32% em 2025.
Repercussão do Copom
Os investidores repercutem nesta sexta-feira a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de elevar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano. Trata-se do maior percentual dos juros no país em quase 20 anos, desde 2006.
O Copom engatou a sétima alta consecutiva dos juros. O ciclo de aperto monetário teve início em setembro de 2024, quando o comitê decidiu interromper o ciclo de cortes e elevar a Selic, que passou dos então 10,5% ao ano para 10,75% ao ano.
Segundo o comunicado que acompanhou a decisão do Copom, a ação é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante.
“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, diz o colegiado.
O comitê ainda informou que deve encerrar o ciclo de aperto monetário na próxima reunião, prevista para os dias 29 e 30 de julho.






