Acadêmica de Direito, Giovanna Aristimunho cita Lei Municipal que dispõe sobre erradicação da Leucena.

Acadêmica do 5º e último ano do curso de Direito na Universidade Federal (UFMS) e uma ativa defensora das causas ambientais, Giovanna Mattje Aristimunho faz um importante alerta sobre as ameaças que uma espécie exótica da flora representa para a biodiversidade local. Trata-se da Leucena, uma planta originária da América Central que foi trazida como forrageira para o Brasil.
Por ser uma espécie invasora, e de fácil propagação nos diversos ambientes domésticos e áreas de criação animal, como acontece aqui em Campo Grande, fora do seu habitat original ela se espalha muito e vai ocupando os espaços da vegetação nativa”. Por meio do vídeo “Minuto Ambiental”, Giovanna recomenda que toda a população se conscientize sobre os riscos e sugere o que recomenda um dispositivo legal, a Lei Municipal 7.418.
Esta lei instituiu um plano de erradicação, pelo qual ficou proibido plantar, transportar, produzir ou até comercializar a Leucena. Quem desrespeitar está sujeito a pagar uma multa inicial de R$ 1 mil, mas os valores dobram nos casos de reincidência. Segundo frisa Giovanna, o plano prevê o mapeamento das áreas invadidas, o reflorestamento dos ecossistemas e ações de educação ambiental para a conscientização da sociedade.
“O grande objetivo é proteger a biodiversidade, incentivando o uso de espécies nativas, como o feijão de porco. A Leucena pode parecer verde e bonita, mas é uma ameaça invisível ao meio ambiente”, finaliza a ativista. A Leucena Lecocephala é uma leguminosa perene, palatável, utilizada na alimentação de suínos, bovinos e caprinos, sobretudo no Brasil Central em décadas.
Confira o vídeo:








