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Campo Grande, 14 de outubro de 2026

Idosa que matou e esquartejou marido em MS é condenada a mais de 17 anos

  • 12 de junho, 2025
  • Polícia
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Aparecida Graciano de Souza foi sentenciada ontem (11), por envenenar, esquartejar e ocultar o corpo do marido em 2023, em Selvíria (MS)

Desembargadores decidem manter presa ...
Aparecida matou o marido, esquartejou o corpo e desovou em malas

Em 11 de junho de 2025, na 1ª Vara Criminal de Três Lagoas, Aparecida Graciano de Souza, de 64 anos, foi condenada a 17 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. A sentença foi proferida pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos após o tribunal reconhecer o crime como homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, uso de veneno e impossibilitação de defesa) e ocultação de cadáver, somando pena de reclusão ao crime e multa

O CRIME

No dia 22 de maio de 2023, em Selvíria (MS), Aparecida envenenou o marido, Antônio Ricardo Cantarin, de 63 anos, com veneno para ratos (“mão branca”). Após sua morte, ela esquartejou o corpo, armazenando partes no freezer e no interior de uma mala, que foi abandonada às margens da BR‑158. O tronco foi encontrado por um morador; a cabeça, braços e pernas foram localizados dias depois, após Aparecida confessar o crime sob pressão policial.

Idosa é condenada a 17 anos de prisão ...
Aparecida Graciano de Souza durante o juri ontem, em Três Lagoas

A ré admitiu em juízo sentir-se “cansada de cuidar” do marido, que necessitava de cuidados especiais após AVC. Alegou ter sido vítima de abusos sexuais constantes sempre que estava alcoolizada e afirmou que Antônio confessou as agressões e a ameaçou de morte quando ela demonstrou vontade de se separar.

Já a promotoria, liderada pelo promotor Luciano Anechini Lara Leite e pelo assistente Elton Vinícius Barbosa Santiago, defendeu que o crime foi premeditado, motivado por interesses financeiros — já que o marido planejava retomar o imóvel — e executado com frieza e ocultação deliberada.

Após um longo dia de julgamento, que incluiu exibição de vídeo com a confissão de Aparecida à polícia, os jurados e tribunal rejeitaram as alegações de defesa. A pena base por homicídio qualificado foi de 12 anos, ampliada em função do esquartejamento e ocultação, além da multa de R$ 10 mil por danos morais — valor determinado em julgamentos regionais semelhantes.

CONTEXTO E REPERCUSSÃO

O crime, conhecido como “a mala de Selvíria”, chocou a comunidade pela brutalidade. Aparecida permanece presa desde 26 de maio de 2023, acusada após vizinhos denunciarem o desaparecimento do marido e a descoberta da mala.

O julgamento, que durou cerca de 10 horas ontem (11) em Três Lagoas e estabeleceu a sentença de condenação da ré a 17 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, cabe recurso. Enquanto isso ela permanece cumprindo a pena no presídio feminino de Três Lagoas.

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