Reitoria repudia caso de importunação sexual e inicia investigação após denúncia de alunas.
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A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) emitiu hoje (10/06) pela manhã, nota oficial com repúdio às denúncias de importunação sexual envolvendo estudantes do 2º semestre de Medicina, ocorrida na noite de ontem, segunda-feira (09/06), e comunicou que já iniciou os processos internos e está colaborando com a Polícia Civil.
O que aconteceu
Quatro acadêmicas relataram que foram informadas pela professora de Neuroanatomia de que fariam prova em sua residência, num condomínio de luxo em Dourados. Ao chegar, foram recebidas por um idoso apenas de cueca. Mais tarde, o filho da docente, entre 25 e 30 anos, teria agarrado e beijado à força algumas alunas, inclusive na boca, segundo o boletim de ocorrência
As vítimas afirmam que a professora, presente, não impediu o ocorrido. O aluno agredido ouviu da docente que seu filho tem TEA e ouviu ainda um pedido de desculpas: “tira esse merda daqui”.
Mesmo abaladas, as alunas fizeram a prova. Após a correção, a docente teria convidado: “quem não gostou da nota pode voltar aqui em casa, estudem e voltem”. As estudantes afirmam ter conhecimento de que ela já estava proibida de aplicar provas em casa, mas, temendo represálias, não questionaram.
O caso foi registrado na Depac como importunação sexual.
Nota da UFGD na íntegra:
Nota de esclarecimento – Denúncia de importunação sexual
“A Reitoria da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) vem a público manifestar seu repúdio a todas as formas de violência contra as mulheres, especialmente diante da denúncia de importunação sexual envolvendo estudantes de Medicina na noite do dia 9 de junho de 2025.
A UFGD já está adotando os procedimentos de apuração e responsabilização no âmbito da Corregedoria da universidade, acompanhará o caso em contato com a Polícia Civil e prestará todo o apoio necessário para a apuração dos fatos, fornecendo as informações e documentos que forem demandados pelas autoridades competentes.
Internamente, a Universidade está adotando as providências cabíveis para garantir o acolhimento adequado às vítimas e assegurar que medidas disciplinares e administrativas sejam tomadas, conforme os regulamentos institucionais e a legislação vigente.
Reiteramos nosso compromisso com a promoção de um ambiente acadêmico seguro, respeitoso e livre de qualquer tipo de violência ou assédio. A UFGD seguirá trabalhando para fortalecer políticas de enfrentamento à violência de gênero e para promover a conscientização de toda a comunidade universitária.
Mais informações serão divulgadas conforme o andamento das investigações.”
-Reitoria da UFGD-
Novos detalhes e próximos passos
De acordo com veículos locais, o boletim indica que as alunas têm entre 19 e 25 anos e estavam na casa esperando outros colegas quando ocorreram os atos de importunação . A Corregedoria da UFGD está investigando o caso internamente, com base em notificações anteriores de risco ao permitir provas na residência da docente. A instituição informou também que dará total apoio à Polícia Civil, fornecendo documentos e depoimentos solicitados .
Ainda não há informações sobre possíveis medidas disciplinares contra a professora ou seu filho, nem sobre um calendário para apuração dessas responsabilidades.
Por que isso importa
A importunação sexual é crime previsto no artigo 215‑A do Código Penal, com pena de 1 a 5 anos de reclusão. Casos em instituições acadêmicas levantam discussões sobre segurança, ética e limites em ambientes educacionais.
O que vem a seguir
Acompanhe o andamento:
A Polícia Civil analisará o boletim e ouvirá envolvidos.
A Corregedoria da UFGD investigará a conduta da docente e seu filho.
A comunidade universitária receberá atualizações oficiais pela UFGD.








