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Campo Grande, 24 de agosto de 2026

Preso por matar mulher e a filha bebê é levado para cela isolada na “Federalzinha”

  • 31 de maio, 2025
  • Polícia, Violência Contra a Mulher
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João Augusto segue sob prisão preventiva em Campo Grande após cometer duplo feminicídio com requintes de crueldade.

João Augusto Borges de Almeida, de 21 anos, confessou o assassinato da esposa Vanessa Eugênia Medeiros, e da filha de 10 meses, a bebê Sophie Eugênia Borges no último dia 27/05. 

O jovem João Augusto Borges de Almeida, de 21 anos, que confessou o assassinato brutal da esposa Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e da filha do casal, a bebê Sophie Eugênia Borges, de apenas 10 meses, foi transferido para a Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, conhecida como “Federalzinha”, em Campo Grande (MS). O criminoso está isolado, medida adotada para preservar sua integridade física devido à repercussão e à gravidade do crime.

A transferência ocorreu logo após a audiência de custódia, realizada na quinta-feira (29/05). Durante a audiência, João afirmou que sofreu agressões durante a prisão, relatando tapas, socos e uso de spray de pimenta. O juiz Valter Tadeu Carvalho, porém, decretou a prisão preventiva, destacando que o crime chocou toda a sociedade e que medidas alternativas à prisão seriam insuficientes.

No despacho, o magistrado escreveu: “O réu tirou a vida da companheira e da própria filha de menos de um ano de idade. Tal conduta demonstra, por si só, que sua liberdade representa risco concreto à ordem pública”.

As denúncias de agressão feitas por João serão apuradas pelo Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep) e pela Corregedoria da Polícia Civil, conforme determinado pelo juiz.

Vanessa e Sophie (esposa e filha de João) foram encontradas carbonizadas na noite da última segunda-feira(26/05).

Entenda o caso
O crime aconteceu na última segunda-feira (27/05), no período da tarde, enquanto João estava de folga do trabalho. Ele contou em depoimento que matou Vanessa com um golpe de mata-leão e, em seguida, esganou a filha, que estava no quarto do casal. Após os assassinatos, ele arrastou os corpos até o banheiro, trancou o local e voltou ao trabalho como se nada tivesse ocorrido.

À noite, João retirou os corpos, colocou-os no porta-malas do carro e seguiu até uma área de mata no Indubrasil, em Campo Grande. No local, colocou os corpos de mãe e filha “abraçados”, cobriu com um cobertor e ateou fogo. A cena foi descoberta por um vigilante que passava pela região e acionou a Polícia Militar.

João e a filha Sophia de 10 meses, que ele confessou ter matado esganada depois de matar a esposa . Para eliminar vestígios colocou fogo nos corpos com gasolina.

O crime gerou comoção nacional, principalmente pela brutalidade e pelo fato de a vítima ser sua própria família. Na penitenciária, João está em uma cela individual, sem contato com outros detentos, uma medida padrão para casos de repercussão e risco elevado.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer completamente as circunstâncias do crime. O Ministério Público deverá denunciar João por duplo feminicídio com agravantes de meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas.

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