Kremlin exige garantias ocidentais sobre expansão da OTAN e suspensão de sanções.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, delineou uma série de exigências para encerrar o conflito na Ucrânia, que já se estende por mais de três anos. Entre as principais condições estão a obtenção de garantias por escrito dos líderes ocidentais de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não se expandirá para incluir Ucrânia, Geórgia e Moldávia, além da suspensão parcial das sanções impostas a Moscou.
Fontes próximas ao Kremlin indicam que Putin também busca o reconhecimento da neutralidade da Ucrânia, a proteção das populações russófonas no país e a resolução de questões relacionadas a ativos russos congelados no exterior.
Embora o Kremlin esteja preparando um memorando de paz, autoridades ucranianas e europeias acusam Moscou de utilizar as negociações para ganhar tempo enquanto suas forças avançam no campo de batalha.
A Rússia propôs realizar uma nova rodada de negociações de paz com a Ucrânia em Istambul no dia 2 de junho. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, afirmou que espera uma resposta de Kiev à proposta. No entanto, até o momento, a Ucrânia não confirmou sua participação nas negociações.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, expressou ceticismo em relação às intenções de Putin, alertando líderes mundiais a não confiarem nas declarações do líder russo sobre sua disposição para encerrar a guerra. Zelenskiy enfatizou a importância de uma coordenação entre a Ucrânia, Europa e Estados Unidos para alcançar uma paz duradoura.
Enquanto isso, os Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, têm buscado mediar as negociações de paz. Trump advertiu Putin sobre a possibilidade de novas sanções caso o compromisso de cessar-fogo não seja respeitado.
No entanto, líderes europeus têm demonstrado desconfiança em relação às propostas russas, especialmente após relatos de ataques de drones russos à Ucrânia poucas horas após uma ligação entre Putin e Trump.
A guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, já resultou em milhares de mortes e deslocamentos, além de significativas perdas econômicas para ambos os países. A Rússia atualmente controla cerca de um quinto do território ucraniano. As negociações de paz continuam sendo um desafio complexo, com ambas as partes mantendo posições firmes e exigências conflitantes.








