Desde 1977, quando se tornou capital de Mato Grosso do Sul pela Lei Complementar 31, Campo Grande já esteve nas mãos e nas cabeças de 15 diferentes gestores e 21 gestões, pois algumas foram frutos de reeleição.

Passaram pela prefeitura gente que usou a caneta do Paço por oito anos e gente que não foi além dos 12 dias. Tanto entre as pessoas que tiveram mais tempo de poder e as que tiveram menos, nenhuma se mostrou tão despreparada e protagonizando um governo tão pífio como a prefeita Adriane Lopes (PP).
Ela está no poder desde 2017. São quase oito anos, sendo 5,3 como vice-prefeita e três anos completados em abril passado. Seu mandato só vai terminar em 2028, mas o que fez até aqui já lhe garantiu o pior currículo de gestão que a capital já conheceu.
Oito anos não são oito dias ou oito semanas. São 96 meses que já se passaram, sem que a primeira mulher eleita pelo povo para comandar a administração local tenha justificado esta prova de confiança.
A cidade é um retrato inegável do desgoverno, em todos os sentidos. Muito se falou sobre caos na saúde. Mas a situação também é caótica nos outros setores.
Na educação, a prefeita só reajustou em pouco mais de 6% os salários dos professores porque foi obrigada a cumprir a do piso salarial nacional. Mas não criou até agora uma política pública decente e justa de valorização dos servidores, tanto que esta semana, na quinta-feira, 15, os administrativos da Educação se juntarão aos professores na paralisação de protesto contra o arrocho salarial imposto pela prefeita.
Desastre
Com bairros abandonados, ruas esburacadas, a saúde em situação de emergência e a educação corroída pela insatisfação dos servidores, Campo Grande caiu num abismo que a cada dia afunda mais.
O desastre no serviço de transporte coletivo é outra barbeiragem. A CPI instaurada na Câmara Municipal demonstra o desgoverno n este setor.
E pasmem: entre as revelações que chocaram os vereadores e a população, a CPI colheu depoimentos revelando que nos mais de 12 anos de contrato foi realizada apenas uma auditoria no sistema de transporte coletivo.
A falta de fiscalização é um gigantesco monstro que simboliza a incapacidade da gestora para cuidar de um contrato que movimenta por ano cerca de R$ 200 milhões, sem contar a isenção fiscal estimada em mais R$ 10 milhões anuais.






