A medida visa garantir a ordem e a fluidez do tráfego após bloqueios promovidos pelo MST em rodovias federais.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou o envio do Grupo de Choque Nacional para Mato Grosso do Sul, com o objetivo de reforçar a segurança e garantir a ordem nas rodovias federais do estado.
A decisão foi tomada após uma série de manifestações promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que resultaram em bloqueios temporários em trechos das BR-163, BR-060 e da rodovia estadual MS-164.
O efetivo especializado do Grupo de Choque está de prontidão em Campo Grande, preparado para intervir, se necessário, em situações que exijam atuação especializada para restabelecer a ordem e a fluidez do tráfego.
A PRF enfatiza que as ações seguirão protocolos técnicos, amparo legal e respeito aos direitos fundamentais, priorizando a negociação, a prevenção de conflitos e a integridade física dos envolvidos.
As manifestações do MST têm como principal reivindicação avanços na política de reforma agrária no estado. Os protestos incluíram bloqueios com galhos, pneus queimados e outros materiais, causando congestionamentos significativos.
Na BR-163, por exemplo, o congestionamento chegou a 7 quilômetros no sentido norte e 5 quilômetros no sentido sul.
Além dos bloqueios nas rodovias, manifestantes também ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Campo Grande, cobrando ações mais efetivas do governo federal em relação à reforma agrária.

Manifestações
No dia 26 de abril, cerca de 300 famílias do MST ocuparam uma propriedade rural da empresa JBS, localizada no distrito de Panambi, em Dourados, às margens da MS-379. O objetivo da ocupação era denunciar que o imóvel estaria há mais de 12 anos sem cumprir sua função social, além de reivindicar o assentamento das famílias que ocupavam a região há meses.
A ocupação gerou forte reação dos proprietários e a mobilização de forças estaduais de segurança, incluindo o Batalhão de Choque, o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e o Corpo de Bombeiros.
No dia seguinte, a intervenção das superintendências do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Incra foi fundamental para evitar o agravamento do conflito. Ainda assim, a ação policial realizada para retirar os manifestantes utilizou bombas de efeito moral e balas de borracha, intensificando a tensão no local.
Já no dia 28 de abril, novas ações do MST ocorreram. Durante a madrugada, manifestantes bloquearam a BR-060, rodovia que liga Campo Grande a Sidrolândia, interditando a entrada do município.
No dia 30 de abril véspera do feriado do Dia do Trabalhador, o MST bloqueou a BR-163 na saída de Campo Grande para São Paulo, causando um congestionamento de quase 10 km e um enorme transtorno aos motoristas.
A PRF permanece vigilante e preparada para intervir de forma técnica e equilibrada, a fim de garantir a segurança viária e o direito de ir e vir da população.






