A disputa pelo governo estadual no próximo ano tem uma tendência previsível, considerando-se os resultados recentes e o momento feliz dos tucanos com as urnas que vem durando desde 2014. Não se ganha eleição antes da hora, porém antes da hora há quadros e diagnósticos visíveis, o que justifica a generalizada avaliação de que o cenário agora é dos mais favoráveis à reeleição do governador Eduardo Riedel.
De forma semelhante pode ser analisada a concorrência pelas duas vagas do Senado que cabem a Mato Grosso do Sul. Uma tendência, que é reconhecida quase unanimemente, aponta o avanço seguro e em constante fortalecimento da pré-candidatura do ex-governador Reinaldo Azambuja. É a chamada “noiva” do cortejamento político, levando consigo, aonde vai, uma das mais férteis e robustas folhas de serviços que alguém já prestou para o Estado.
Sem favor algum, Azambuja está entre os nomes mais relevantes da política interiorana de todo o País, gestor de referência nacional e símbolo de tudo de melhor que a social-democracia trouxe para a sociedade. Não por acaso, sua filiação é disputada por todos os partidos de centro-direita e até de centro-esquerda. Vai entrar no páreo pelo Senado com apoio espontâneo nos 79 municípios.
Além de Azambuja, inicialmente estão na conta de pré-candidatos o ex-prefeito e senador, Nelsinho Trad (PSD); a ex-senadora e ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB); e o deputado federal Vander Loubet (PT). Comenta-se também que a corrida pode ter outro nome de expressivo alcance político e eleitoral, o do deputado estadual Gerson Claro (PP), que preside a Assembleia Legislativa.
Se entre estas personalidades marcantes do panorama guaicuru há uma que apresente hoje algum handcap diferenciado quanto ao contexto do possível confronto, certamente as urnas de 2026 acenam, convidativas, para Nelsinho Trad. Reconhecido, principalmente, pela mobilidade política e a dinâmica produtiva de um mandato que o consagrou entre os campeões na liberação de emendas, sua atuação é guiada pelo viés municipalista. E com isto carimbou sua presença em todas as cidades, com obras custeadas pelos recursos que viabiliza em Brasília.
Outros nomes vão surgir. No entanto, estes que aqui estão alinhados já são suficientes para indicar que as vagas serão disputadas por gigantes da vida pública. É evidente que, diante de realidades políticas específicas de cada um, existem elementos mais favoráveis a uns e situações de menores possibilidades a outros. Uma coisa é certa: o eleitorado terá bons motivos para ir às urnas e fazer boas escolhas.

