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Campo Grande, 07 de outubro de 2026

Biometano: MS é potência em geração de energia limpa

  • 3 de abril, 2025
  • Cidades, Economia e Agronegócio, Meio Ambiente
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Com capacidade para gerar mais de 13 milhões por dia de metros cúbicos de biogás, e 7 milhões de metros cúbicos de biometano/dia, Mato Grosso do Sul é uma potência em bioenergia, oriunda do aproveitamento de resíduos de biomassa do setor sucroenergético, da suinocultura e bovinocultura.

A produção de biometano vem se destacando no Estado, com três plantas em operação e uma quarta, com investimento de R$ 350 milhões, já licenciada. Em 2024, o governo estadual reduziu a carga tributária do biometano para 12% com crédito outorgado de até 90%, incentivando ainda mais o setor. Programas como o Leitão Vida e o MS Renovável têm promovido o uso de biodigestores na suinocultura e viabilizado o aproveitamento energético de resíduos.

Na suinocultura, o Programa Leitão Vida encerrou 2024 com 270 granjas cadastradas, sendo 117 com biodigestores e desses, 43 com aproveitamento energético, produzindo próximo de 25.000.000 kwh/ano, quantidade suficiente para abastecer uma cidade de até 11.000 habitantes durante 1 ano.

Os dados foram apresentados durante a quarta edição do Circuito Biogás nos Estados, realizado no auditório da Fiems. O evento, promovido pela ABiogás (Associação Brasileira do Biogás) em parceria com a Semadesc, MSGás, Fiems e Biosul, reuniu autoridades, especialistas e representantes da indústria para discutir os desafios e as oportunidades do setor.

A abertura contou com a presença do secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), da presidente da Abiogás Renata Insfer, do presidente da Fiems, Sérgio Longen, da presidente da MSGÁS Cristiane Junqueira Schimidt , o superintendente de Administração Tributária Bruno Bastos e o presidente da Biosul. Amaury Pekelman.

O titular da Semadesc, Jaime Verruck destacou os avanços e investimentos estratégicos realizados no setor de biogás e biometano em Mato Grosso do Sul.
O titular da Semadesc citou o impacto positivo do setor sucroenergético no Estado, destacando o investimento da Atvos, “que aportou R$ 350 milhões na construção da maior usina de biometano do mundo, produzido a partir da vinhaça, no município de Nova Alvorada do Sul, além de anunciar a construção de mais duas usinas etanol de milho no Estado. Com o anúncio da Atvos, serão quatro usinas de biometano no Estado, sendo que três delas, de outros grupos, já estão em operação”.

Ele também ressaltou a importância do fomento do Governo do Estado na produção de energia renovável, por meio do programa MS Renovável, que tem por objetivo expandir a capacidade de Mato Grosso do Sul em gerar e exportar energia limpa, especialmente por meio de biomassa.

Presidente da Abiogás, Renata Insfer e o secretário da Semadesc, Jaime Verruck falaram sobre o potencial da produção de biogás e biometano em MS.

A presidente da ABiogás, Renata Isfer, ressaltou que Mato Grosso do Sul é um dos estados com maior potencial de produção de biogás e biometano no Brasil.
“O Estado tem um grande potencial, com mais de 7 milhões de metros cúbicos de biometano por dia, enquanto a produção nacional atual é de apenas 840 mil metros cúbicos. O maior potencial vem do setor agropecuário, especialmente de resíduos de suinocultura e dejetos da bovinocultura, seguidos pelo setor agrícola e plantas de tratamento de esgoto”, explicou.

Para a diretora-presidente da MSGÁS, Cristiane Junqueira, Mato Grosso do Sul tem a oportunidade de se tornar protagonista nacional na geração de biogás. Atualmente o Estado ocupa a oitava posição em volume de produção.
“Esse é um mercado incipiente. Em Mato Grosso do Sul nós temos apenas três plantas, sendo uma já autorizada e duas estão em tramitação de serem autorizadas, num total de uns 160 mil metros cúbicos por dia. Se os produtores rurais, o agro e a indústria começarem a ver o setor com bons olhos, não tenho dúvida de que nós podemos ser grandes protagonistas na produção de biometano e no uso do biometano”, disse Cristiane.

O presidente da Fiems, Sérgio Longen ressaltou o papel ativo da indústria na pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias que exploram o potencial das energias renováveis, como os biocombustíveis.
“Lá atrás, quando construímos o Instituto Senai de Inovação em Três Lagoas, acreditamos que seria possível um dia avançarmos no biogás e nos biocombustíveis em Mato Grosso do Sul. Hoje isso é uma realidade. Estamos avançando a passos largo e os resultados estão acontecendo. Sempre defendi o gás como ferramenta de desenvolvimento do nosso Estado. Esse gás que estamos discutindo hoje confirma esse progresso, e a indústria acima de tudo precisa de energia competitiva”, pontuou Longen.

Descarbonização
O secretário Jaime Verruck também enfatizou a crescente participação de Mato Grosso do Sul na geração de biogás e biometano, com a inauguração de plantas de produção, como a da JBS, que recentemente substituiu o gás natural pelo biometano, contribuindo para a descarbonização da indústria local.
“Nosso Estado é um grande produtor de energia elétrica de biomassa, exportando mais de 50% da energia que gera”, afirmou, destacando que Mato Grosso do Sul se consolidou como líder na produção de energia limpa no Brasil.

A importância de atrair novos empreendimentos que dependem de energia renovável também foi mencionada pelo secretário Jaime Verruck, que enfatizou a necessidade de fortalecer a infraestrutura para garantir a competitividade do Estado na atração de indústrias.
“A disponibilidade de energia renovável é um diferencial que atrai empresas, especialmente aquelas que precisam de grandes volumes de energia para suas operações”, explicou.

Por fim, Verruck reafirmou a relevância de avançar nas discussões sobre a regulamentação do setor, como a certificação de biocombustíveis e o aprimoramento da legislação.
“O setor de bioenergia oferece hoje muitas oportunidades e, com um marco legal bem estruturado, nosso Estado estará preparado para continuar se destacando no cenário nacional e internacional como um polo de inovação e sustentabilidade”, finalizou.

Com informações e fotos Rosana Siqueira e Marcelo Armoa – Comunicação Semadesc

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