O 13º presidente do Brasil, Washington Luís, eleito em 1926 e deposto por um golpe militar em 1930, faltando 21 dias para concluir o mandato, teve uma trajetória política de diversos mandatos legislativos e executivos em São Paulo. Porém, foi quando governou aquele estado, entre 1920 e 1924, que ele cunhou a frase: “Governar é abrir estradas”.
A mentalidade rodoviarista, inicialmente muito criticada, tornou-se nas décadas seguintes uma espécie de saudável epidemia no País. E com o passar do tempo e a chegada de modernas concepções desenvolvimentistas, a célebre frase de Luís veio ganhando novas leituras.
O credenciado arquiteto e urbanista Jaime Lerner sugeria que governar é abrir caminhos, não no sentido de uma época em que significava somente abrir picadas na mata, explodir pedreiras, vencer as serras e lançar cascalho, areia, terra e depois o asfalto sobre o chão.
O “abrir estradas” do novo rodoviarismo é para ser traduzido como a criação dos vários meios de conexão física entre cidades, regiões e países. É abrir, portanto, horizontes, construir pontes e eliminar distâncias utilizando os recursos modais existentes: rodovias (estradas), hidrovias (rios e mares), ferrovias (trilhos).
Estes modais são matérias-primas para a edificação dos corredores desenvolvimentistas que potencializam a economia e impulsionam inclusão social, sobretudo em estados como o vocacionado Mato Grosso do Sul. E à frente desta empreitada está um especialista na construção de pontes, craque na abertura de cenários de oportunidades, como bem demonstrou na quarta-feira, durante audiência com o ministro dos Transportes, Renan Filho.
Na conversa, o ministro derramou-se, admirado, diante das projeções de investimentos que o governo sul-mato-grossense fomenta, tendo em sua carteira a perspectiva real de firmar-se entre os maiores polos de progresso do País. Riedel provou que os megainvestimentos industriais implantados ou a implantar pelos gigantes do papel e da celulose escancaram a porta para um “boom” ainda mais positivamente impactante.
Com a Rota Bioceânica avançando, a repactuada concessão da BR-163, o leilão para consolidar as bases de logística e escoamento da Rota da Celulose e a retomada dos corredores hidroviários e ferroviários, pode-se afirmar, sem chance de erro, que o governo do Estado tem sido prudente e ousado. Prudente, porque sua estratégia de evolução é uma obra construída tijolo a tijolo, paciente, mas ininterrupta. Ousado, porque propõe no passo a passo o território e o impulso para os saltos.
Mato Grosso do Sul é liderado por um dirigente habilitado na ciência e na arte para abrir caminhos, vocábulo que, neste caso, admite um sinônimo inevitável: oportunidades.