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Campo Grande, 17 de agosto de 2026

Campo Grande lidera alta da cesta básica no Brasil

  • 6 de novembro, 2024
  • Economia e Agronegócio
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Alimentos básicos ficam até 21% mais caros em 12 meses

A crise inflacionária continua a assolar os brasileiros, com reflexos diretos no bolso da população. Um novo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela que a cesta básica em Campo Grande registrou a maior alta entre as capitais brasileiras no último ano, com um aumento de 9,97%.

Mulher pesquisa produtos em corredor de supermercado, em Campo Grande. (Foto: Kleber Klajus)

O custo da cesta básica na Capital atingiu R$ 751,06 em outubro, exigindo que o trabalhador que recebe um salário mínimo trabalhe mais de 117 horas para adquiri-la. Essa jornada de trabalho aumentou em 5 horas e 41 minutos em relação ao mês de setembro, demonstrando a crescente dificuldade das famílias em garantir a alimentação básica.

  • Cesta básica dispara em Campo Grande: aumento de quase 10% em um ano pressiona orçamento das famílias
  • Campo Grande lidera alta da cesta básica no Brasil: alimentos básicos ficam até 21% mais caros em 12 meses
  • Salário mínimo não acompanha alta da cesta básica: famílias precisam trabalhar mais para garantir alimentação
  • Carne, óleo de soja, batata e banana lideram alta dos preços em Campo Grande
  • Famílias precisam trabalhar mais de 117 horas para comprar a cesta básica
  • Especialistas alertam para o impacto da alta dos alimentos na segurança alimentar

A crise inflacionária continua a assolar os brasileiros, com reflexos diretos no bolso da população. Um novo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela que a cesta básica em Campo Grande registrou a maior alta entre as capitais brasileiras no último ano, com um aumento de 9,97%.

O custo da cesta básica na Capital atingiu R$ 751,06 em outubro, exigindo que o trabalhador que recebe um salário mínimo trabalhe mais de 117 horas para adquiri-la. Essa jornada de trabalho aumentou em 5 horas e 41 minutos em relação ao mês de setembro, demonstrando a crescente dificuldade das famílias em garantir a alimentação básica.

Quais alimentos estão mais caros?

Diversos alimentos compõem a cesta básica e apresentaram aumento significativo nos últimos meses. Entre os destaques estão:

  • Carne bovina: com alta de 8,62% em um mês e 21,77% em um ano.
  • Óleo de soja: com aumento de 4,20% no mês e 21,77% no ano.
  • Batata: com alta de 1,69% no mês, enquanto outras cidades registraram queda.
  • Banana: com aumento de 5,53% no mês e 19,77% no ano, impulsionado pelo aumento das temperaturas.
  • Café em pó: com alta de 4,65% no mês.

A alta dos preços dos alimentos básicos tem um impacto direto na vida das famílias campograndenses. Muitos estão sendo obrigados a reduzir a quantidade e a qualidade dos alimentos consumidos, além de abrir mão de outros gastos essenciais. A consequência é a insegurança alimentar, que afeta principalmente as famílias de baixa renda.

Especialistas alertam para os riscos da alta dos preços dos alimentos. Segundo eles, a insegurança alimentar pode levar a problemas de saúde, como desnutrição e obesidade, além de aumentar a vulnerabilidade social.

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