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Campo Grande, 19 de agosto de 2026

Justiça mantém preso homem que aterrorizava bairro com lixo e ameaças

  • 28 de outubro, 2024
  • Cidades, Geral
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A defesa de José alegou que ele sofre de surtos psicóticos e que não representa perigo à sociedade

José Fernandes da Silva, 54 anos, conhecido por transformar a calçada de sua casa em um lixão e aterrorizar os vizinhos, continuará preso. A decisão judicial, proferida pela juíza Eucélia Moreira Cassal, considerou o histórico criminal do acusado, que inclui condenações por homicídio e por crimes ambientais semelhantes, além de ameaças a vizinhos.

José Fernandes durante protesto feito em 2023 cobrando indenização (Foto: Arquivo)

A Justiça de Campo Grande negou o pedido de liberdade provisória de José Fernandes da Silva, o homem que há meses vinha causando transtornos à vizinhança ao acumular lixo, carcaças de animais e até cabeças de peixes em frente à sua residência na Rua Planalto. A decisão, publicada no dia 22 de outubro, considerou o acusado uma ameaça à sociedade.

Em sua decisão, a juíza Eucélia Moreira Cassal destacou o histórico criminal de José, que inclui condenações por homicídio e por crimes ambientais semelhantes ao que está sendo investigado atualmente. Além disso, a magistrada considerou as ameaças feitas pelo acusado a uma de suas vizinhas como um fator agravante.

A defesa de José alegou que ele sofre de surtos psicóticos e que não representa perigo à sociedade. No entanto, a juíza considerou que as provas apresentadas nos autos demonstram o contrário, e que a manutenção da prisão preventiva é necessária para garantir a segurança da comunidade.

A situação envolvendo José Fernandes da Silva se arrasta há meses e tem gerado revolta entre os vizinhos. Em julho deste ano, a situação se agravou quando o homem montou um barraco na calçada e passou a acumular ainda mais lixo e fezes no local.

Barraco e monta de lixo na calçada do homem; setas apontam fezes humanas e de animais (Foto: Reprodução)

A polícia foi acionada diversas vezes, e José chegou a ser preso em flagrante por crime ambiental. Vizinhos relataram que o homem era agressivo e fazia ameaças, causando medo na comunidade.

Ao negar o pedido de liberdade provisória, a juíza Eucélia Moreira Cassal destacou que a manutenção da prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. A magistrada considerou que o acusado representa um perigo à sociedade e que sua soltura poderia colocar em risco a segurança dos vizinhos.

A decisão da Justiça foi recebida com alívio pelos vizinhos de José Fernandes da Silva, que há meses conviviam com o problema do lixo e das ameaças. A comunidade espera que a situação seja resolvida de forma definitiva e que o acusado seja responsabilizado por seus atos.

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