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Campo Grande, 05 de setembro de 2026

TJMS diz que processo é sigiloso e não faz “juízo de culpa” aos investigados por corrupção

  • 24 de outubro, 2024
  • Polícia
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Com objetivo de investigar possíveis crimes de corrupção em vendas de decisões judiciais, lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) se posicionou sobre a operação Ultima Ratio, deflagrada na manhã desta quinta-feira (24/10) e que afastou por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça), cinco desembargadores do órgão por suspeita de venda de sentenças.

Em nota publicada pela vice-presidência, a cargo do desembargador Dorival Renato Pavan, o Tribunal cita ainda não ter acesso ao processo, além de não realizar, no momento, qualquer juízo de culpa aos envolvidos.

Operação cumpre mandados nesta quinta-feira contra suposto esquema de venda de sentenças no TJMS (Foto: Divulgação)

“O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul vem comunicar ao público que o Ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça, no âmbito de investigação que corre naquela Corte, ainda sigilosa, determinou medidas direcionadas exclusivamente a alguns Desembargadores, magistrado e servidores deste Tribunal, as quais estão sendo regularmente cumpridas, sem prejuízo a quaisquer dos serviços judiciais prestados à população e que não afetam de modo algum os demais membros e componentes da Justiça sul-mato-grossense. Os investigados terão certamente todo o direito de defesa e os fatos ainda estão sob investigação, não havendo, por enquanto, qualquer juízo de culpa definitivo”, diz o material divulgado.

Nesta manhã, cinco desembargadores foram afastados de suas funções por 180 dias.

São eles Marco José de Brito Rodrigues, Vladimir Abreu da Silva, o presidente Sérgio Fernandes Martins, Alexandre Aguiar Bastos e Sideni Soncini Pimentel, eleito há poucos dias para comandar o Tribunal a partir do ano que vem.

Com a ausência de Sérgio, o vice Dorival Renato Pavan assume o posto. O mandato dele termina em 31 de janeiro.

A operação

Nesta quinta-feira, 44 mandados de busca e apreensão são cumpridos pelas autoridades policiais nas cidades de Campo Grande, Brasília (DF), Cuiabá (MT) e São Paulo (SP), com objetivo de investigar possíveis crimes de corrupção em vendas de decisões judiciais, lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul.

Além do afastamento, os desembargadores alvos da ação serão monitorados por tornozeleiras e não poderão se comunicar com servidores investigado ou acessarem as dependências do Tribunal de Justiça.

Atuam na operação 31 auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal do Brasil e 217 policiais federais.

Mineração de Ouro

Com a primeira etapa desencadeada em junho de 2021, a Operação Mineração de Ouro investiga um possível envolvimento de conselheiros do TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) em corrupção.

A mesma investigação levou a uma segunda fase deflagrada em dezembro do ano seguinte, denominada Terceirização de Ouro, resultando no afastamento na época de três conselheiros.

Em julho deste ano, a Polícia Federal cumpriu novos mandados na terceira etapa da mesma apuração, denominada ‘Casa de Ouro’.

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