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Campo Grande, 09 de outubro de 2026

Aumento de casos de Covid-19 reforça a importância de manter a vacinação em dia

  • 1 de outubro, 2024
  • Cidades, Geral
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A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, observa que os dados da alta de casos podem estar diretamente relacionados à queda na procura pelo reforço da imunização com cepas atualizadas

O aumento de casos de Covid-19 em Mato Grosso do Sul reforça a importância de manter a caderneta de vacinação em dia. Mesmo com medidas para evitar a infecção pelo vírus, a melhor estratégia para se proteger é estar vacinado. Dados do Boletim Epidemiológico da Covid-19, divulgado nesta terça-feira (1º), mostram que, na última semana, o Estado registrou 572 novos casos.

Ressalta que idosos e pessoas que vivem com comorbidades são o principal grupo de risco em razão da baixa imunidade (Foto: Marcus Moura)

Segundo a gerente técnica de Influenza e Doenças Respiratórias da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Lívia Mello, ao contrário de outros vírus respiratórios, como a Influenza, que circula com maior intensidade em alguns meses do ano (períodos sazonais), a Covid-19 não se restringe a períodos específicos e seu controle está diretamente ligado à imunização da população.

“A circulação viral do SARS-CoV-2 e de outros vírus respiratórios continua, juntamente com o surgimento frequente de novas variantes. Precisamos manter a vacinação em dia e continuar tomando os cuidados necessários para evitar que a situação epidemiológica se torne um cenário novamente negativo”, alerta a gerente.

“Lá atrás, no auge da pandemia, nós reforçávamos os cuidados básicos, como a higienização das mãos, o uso de álcool em gel e até mesmo o distanciamento em relação a casos positivos. Esses cuidados se perderam com o tempo, mas permanecem sendo medidas muito eficazes quando aliadas à imunização”, reforça.

A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, observa que os dados da alta de casos podem estar diretamente relacionados à queda na procura pelo reforço da imunização com cepas atualizadas. “A falsa sensação de segurança das pessoas que tomaram uma ou duas doses e não completaram o esquema vacinal pode ser a oportunidade para o vírus voltar a se instalar em nosso meio”, explica.

Ela ainda ressalta que idosos e pessoas que vivem com comorbidades são o principal grupo de risco em razão da baixa imunidade e das doenças crônicas, por isso há a necessidade de vacinação periódica com doses atualizadas para a cepa XBB.1.5, variante que confere proteção às formas circulantes do vírus neste momento.

“Hoje, conforme definido pelo PNI, a vacina está disponível para crianças de 6 meses a 4 anos de idade (calendário vacinal) e para os grupos prioritários (pessoas com 5 anos ou mais) que têm maior vulnerabilidade ou condições que aumentam o risco para formas graves da doença, como pessoas em instituições de longa permanência e seus trabalhadores, indígenas, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, pessoas privadas de liberdade e trabalhadores do sistema de privação de liberdade, jovens cumprindo medidas socioeducativas e pessoas em situação de rua”, comenta.

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