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Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Réus presos ao torturar e matar médico por dívida de R$ 500 mil vão a julgamento

  • 20 de setembro, 2024
  • Polícia
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Gabriel Paschoal Rossi foi encontrado com os pés e mãos amarrados no dia 3 de agosto, em Dourados (MS). Quatro envolvidos respondem pelo crime de homicídio, tortura e furto qualificado

Réus presos ao torturar e matar médico por dívida de R$ 500 mil vão a julgamento

Acontece nesta sexta-feira (20) a audiência de instrução e julgamento dos quatro réus presos por torturar e matar o médico Gabriel Paschoal Rossi, de 29 anos, no dia 3 de agosto de 2023, em Dourados (MS).

Suspeitos de morte de médico seguem presos em Dourados (MS) (Foto: Sidnei Bronka e Redes Sociais/Reprodução)

Conforme a consultoria jurídica da 14ª Promotoria de Justiça da comarca de Dourados, a primeira sessão havia sido marcada para o dia 22 de agosto, mas foi adiada após os advogados de defesa dos réus alegarem não terem tido acesso a algumas provas que consideravam necessária par a condução do processo.

Durante o júri desta sexta-feira (20), devem ser ouvidos todas as partes envolvidas, incluindo as testemunhas de defesa e acusação.

Bruna Nathalia de Paiva, Gustavo Kenedi Teixeira, Guilherme Augusto Santana e Keven Rangel Barbosa, seguem presos em Mato Grosso do Sul e respondem pelos crimes de homicídio qualificado consumado, tortura e furto qualificado.

Relembre o caso

Conforme as investigações policiais, Bruna Paiva, acusada pelos comparsas de ser a mandante do crime, devia R$ 500 mil ao médico e encomendou a morte dele para não pagar a dívida.

Médico morreu aos 29 anos, em Dourados (MS). — Foto: Redes sociais/Reprodução

A suspeita teria contratado três homens por R$ 150 mil para eles matarem o médico. Bruna planejou todo o crime e ainda ficou com o celular de Gabriel após a morte dele. Em troca de mensagens, a suspeita teria se passado pelo médico e solicitado dinheiro a amigos da vítima. Apenas neste momento, a mulher conseguiu R$ 2,5 mil.

Para a polícia, os outros envolvidos disseram que após a morte de Gabriel a mulher “deu o calote”. Dos R$ 150 mil, pagou apenas R$ 20 mil para ser dividido entre os três homens.

Ainda conforme as investigações, a mandante era amiga de Gabriel e o conheceu quando ele ainda cursava medicina, na Universidade Federal de Dourados (UFGD). Bruna o convidou para participar da quadrilha de estelionatários que aplicava golpes com documentos de pessoas mortas, clonava cartões de crédito e sacava dinheiro de benefícios em contas correntes das vítimas.

Após concordar em integrar a quadrilha, Gabriel ficou responsável por sacar o dinheiro, depois que Bruna o repassava os dados necessários. Aos poucos, o médico se tornou o “rosto” da organização criminosa.

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