MS investe cerca de R$ 262 milhões em modernização de escolas

Os R$ 3,07 milhões desembolsados para as obras na Escola Estadual Vespasiano Barbosa Martins, de Campo Grande, refletem o elevado grau de prioridade que vem sendo dado à política pública de ensino pelo governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB). Em seis anos, de 2015 a 2020, só com as obras de reforma e modernização o Estado investiu mais de R$ 262 milhões.

Segundo informações da Diretoria-Geral de Infraestrutura, Administração e Apoio Escolar (DGIAPE), um dos setores da Secretaria de Educação, nesse período aconteceram quase 600 intervenções revitalizadoras nas escolas da Rede Estadual (REE). São serviços e obras de acessibilidade, mobilidade, pintura, ajustes dos sistemas elétrico e hidráulico, além dos reparos gerais. Em 2020, esse tipo de investimento chegou a R$ 37 milhões.

ESCOLA HISTÓRICA

Atualmente, as frentes de trabalho estão atuando em 41 estabelecimentos nas várias regiões do Estado. Na Escola Vespasiano Barbosa Martins (Rua 13 de Maio, Centro de Campo Grande), as melhorias atendem ao sistema que prevê a oferta de ensino em tempo integral, pelo Programa ‘Escola da Autoria’, do 1º ao 3º ano do Ensino Médio.

As obras incluíram a reformulação do prédio, uma edificação que faz parte do patrimônio histórico. Os mais de R$ 3 milhões investidos são recursos federais e dos cofres estaduais. O diretor Leossandro Carlos Adaminski explica que alunos, professores, coordenadores e servidores administrativos ganham agora uma escola completamente renovada, com estrutura adequada para prestar um atendimento de visão acadêmica e inclusiva.

Ao aluno do ensino médio em tempo integral, o estabelecimento põe à disposição laboratório de ciências, sala de tecnologia educacional, quadra coberta com arquibancadas, biblioteca, nove salas de aulas, banheiros (com acessibilidade, rampas e elevadores), além de adaptações para quem possui deficiência física e intelectual. A cozinha foi amplamente reformulada, com refeitório para três refeições.

Posto de transformação de 112,5 Kva, reforma em toda parte elétrica, com instalação de pontos para ar condicionado, sistema de proteção contra descargas atmosféricas, instalação de projeto contra incêndio e pintura geral completam o projeto de reforma e modernização. Adaminski reforça ainda que a EE Vespasiano Martins é unidade polo em atendimento ao estudante com deficiência auditiva: “Temos intérpretes por área em sala, direção, coordenação e secretaria”, destaca.

Segurança Pública e o legado de Massad

Convém, antes de qualquer avaliação precipitada, considerar que os tempos são outros. Hoje, para combater o crime, as condições são bem diferentes daqueles dias idos em que para capturar um delinquente as forças de segurança só contavam basicamente com suas armas e equipamentos, precários quase sempre, e, sobretudo, a perspicácia de seus efetivos. Perspicácia, claro, numa soma de inteligência, dom, visão, faro e intuição.

O talento para seguir uma carreira policial nunca foi suficiente, por si, para garantir excelentes profissionais. Era, é e será sempre fundamental ter vocação e amor no exercício dessa atividade de extremo risco. E o coronel Adib Massad foi um dos maiores exemplos dessa afirmação. As complicações de saúde, agravadas pela avançada idade, fizeram aquilo que as armas de fogo e de metal não lograram incontáveis vezes: derrubar o velho e jovial Adib.

A lendária figura da Segurança Pública estadual (antes e depois da divisão) fechou seus olhos pela última vez nesta quarta-feira (3). Tinha 91 anos e foi até os seus últimos dias um combatente fervoroso em defesa dos ideais que perseguiu durante sua existência de cidadão, pai, filho e policial militar.

Evidente, sim, que nunca ficou e nem ficará, mesmo postumamente, isento de questionamentos quanto aos métodos que empregava na incansável atividade de combate ao crime e aos criminosos. Forjado nas lides duríssimas e nem sempre regulamentares nos tempos de lei no papel e lei no coldre, entendia ser necessário certas vezes desviar-se do protocolo das abordagens clássicas e cumprir as batidas policiais a seu modo, especialmente contra infratores de alta periculosidade.

Não há como negar que, a par dos questionamentos, o coronel Adib era visto pela grande maioria da população como um símbolo de segurança, uma espécie de guarda doméstico da tranquilidade e da proteção das pessoas e seus patrimônios.

Que o legado de Adib Massad no exercício vocacionado e comprometido de sua profissão sirva de mostruário aos que já estão ou queiram ingressar na carreira. É uma expectativa mais por essa condição de sentimento, consciência e escolha, não relacionada a eventuais ou discutíveis métodos que eventualmente sejam adotados nos moldes passíveis de questionamento.

Ao velho, exemplar e querido Coronel Adib, as merecidas homenagens.

Máscara feita de fibra de crustáceos inativa vírus da COVID-19

Bolsistas da Coordenação de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pelo Programa de Pós-Graduação em Sistemas Mecatrônicos da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram um respirador facial que barra e inativa o coronavírus. A máscara, de fabricação 100% nacional, é feita a partir de um nanofilme que usa quitosana, uma fibra natural existente na casca de crustáceos. Desse modo, o equipamento tem ação antimicrobiana e maior capacidade de filtrar o vírus.

Chamado de Vesta, a máscara é composta por três camadas de tecido que são capazes de reter até 95% de partículas sólidas, líquidas, oleosas e aerossóis. “O diferencial do Vesta é o nanofilme de quitosana, presente na camada intermediária, que além de servir como uma barreira física para o vírus, também é uma barreira que, por interação química, tem a propriedade de inativar o vírus”, explica Angélica Kathariny de Oliveira Alves, engenheira eletrônica e integrante do projeto.

O produto está em fase de ensaio clínico com os profissionais de saúde do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília. “O respirador vem para ser uma maneira mais efetiva que os respiradores existentes, de minimizar a transmissibilidade do vírus no ambiente hospitalar, principalmente entre os profissionais de saúde”, afirma Angélica.

Segundo a engenheira, a expectativa é de que, em breve, o respirador seja submetido à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e receba o licenciamento tecnológico.