Em seis meses mulheres já conquistaram 5 leis afirmativas na Alems

De fevereiro a agosto, em pouco mais de seis meses de atividades neste ano, a Assembleia Legislativa (Alems) aprovou cinco projetos de lei de autoria dos deputados e ainda produziu inúmeras intervenções em favor da defesa dos direitos das mulheres. O presidente da Alems, deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), enalteceu a atuação e as iniciativas dos colegas, salientando que agora, no “Agosto Lilás”, este é um resultado que precisa ser festejado e divulgado para incentivar todas as forças sociais e políticas.

Os projetos em defesa da mulher e que foram transformados em lei este ano são dois de autoria do deputado Rinaldo Modesto (PSDB), um do Capitão Contar (PSL), um de Lídio Lopes (Patriotas) e um de João Henrique (PL). “Vamos avivar cada vez mais esta chama, são direitos que precisam ser garantidos”, reforça Paulo Corrêa, lembrando que no ano passado 3.739 mulheres foram assassinadas, conforme registro dos estados brasileiros e do Distrito Federal.

De autoria de Rinaldo Modesto, a lei 5.548 cria no cadastro dos programas sociais o registro de informações de violências sofridas pelas mulheres beneficiárias. O objetivo é para que, nesses casos, os dados gozem de sigilo, para proteção dos dados cadastrais e para que o poder público evite uso indevido das informações pelos agressores. Também de Rinaldo é a Lei 5.539, que inclui como conteúdo transversal do currículo escolar da rede pública o ensino de noções básicas sobre Lei Maria da Penha.

ATENÇÃO ESPECIAL

Para a juíza Helena Alice Machado Coelho, da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça, alguns grupos de mulheres merecem atenção especial na situação local. “A importância das leis estaduais tem relação com as peculiaridades locais. Vamos pensar que temos a terceira maior população indígena do país, seria interessante leis estaduais para proteger mulheres indígenas, que são mais vulneráveis. Também mulheres com deficiência, mulheres ribeirinhas, mulheres rurais”, mencionou a magistrada.

Para as mulheres com deficiência foi aprovada e sancionada a Lei Estadual 5.537, do deputado João Henrique, concedendo à gestante surda o direito a um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para acompanhar a consulta pré-natal, trabalho de parto e pós-parto. A mulher gestante também recebeu atenção legislativa. Foi sancionada a Lei Estadual 5.533, do deputado Lidio Lopes, estabelecendo diretrizes para política de diagnóstico e tratamento da depressão pós-parto no sistema de saúde da rede pública e privada estadual, além de instituir o Dia Estadual de Prevenção e Combate à Depressão Pós-Parto, no primeiro domingo do mês de março.

Já a Lei 5.491, do deputado Capitão Contar e que foi promulgada pela Assembleia Legislativa, institui a Semana de Combate à Violência Obstétrica, no âmbito estadual, a ser realizada, anualmente, nos dias 23 a 29 de junho. O termo “violência obstétrica” se refere aos diversos tipos de agressão a mulheres gestantes, seja no pré-natal, parto ou pós-parto.

DIVULGAÇÃO

A Campanha Agosto Lilás foi instituída pela Lei 4.969 de 2016, de autoria do deputado Professor Rinaldo (PSDB). O objetivo é divulgar a Lei Maria da Penha, além de sensibilizar e conscientizar a sociedade sobre o direito da mulher a viver livre e segura. A campanha também reforça a divulgação de serviços da rede de atendimento à mulher em situação de violência e os mecanismos de denúncia.

Neste ano, devido à pandemia da Covid-19, a Campanha Agosto Lilás está sendo realizada totalmente online, assim como outras ações, a exemplo da Campanha ‘Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica’. O deputado Coronel David (sem partido), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e Combate à Violência Doméstica e Familiar, manifestou apoio às ações em nome da Alems.

Crise no governo Bolsonaro

Ministros e assessores em polvorosa com a instabilidade gerencial e a retirada de cena de importantes nomes da equipe. A base governista no Congresso Nacional anda tonta, desarticulada e dividida.

A pressão da conjuntura é asfixiante e implacável. Já não é mais a longa espera pelos melhores resultados da economia. A pandemia do Coronavírus. Os estragos locais e a indignação internacional pela desastrosa gestão do meio ambiente. A saída de Sérgio Moro. Os conflitos entre STF-AGU, procuradores e ministros. A fome insaciável de um Centrão emagrecido. Os subterrâneos em revelação da rachadinha, tendo filhos e esposa do capitão enrolados até o pescoço com um presidiário.

Em resumo: o governo de Jair Bolsonaro está atolado num mar de crises, que vão da econômica à política, passando pela gerencial. Na terça-feira passada tornaram-se demissionários o secretário especial de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e o secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel. Deixaram manquitola o ministro da Economia, Paulo Guedes, que fala em debandada.

Há quem considere que tudo começou com as saídas de duas peças que seriam chaves no governo, os ministros Sérgio Moro, de Justiça e Segurança Pública, e Luiz Henrique Mandetta, da Saúde. Será?

Parece que, na verdade, o ciclo bolsonarista no poder, em que pese a formidável massa de apoiadores que o seguem tresloucadamente, já se instalou sem pilares sólidos de sustentação. Maioria congressual não é tudo e pode até ser nada. Idem a escolha de bons auxiliares. Tudo isso é fundamental, desde que se evite outros pecados, como os de brigar brigando com a imprensa, em vez de um debate civilizado sobre eventuais falhas na tarefa da comunicação.

Ao longo desses quase 20 meses o presidente que subiu ao altar prometendo não lotear o governo, não negociar suas convicções e não proteger qualquer apoiador, vem aos poucos desdizendo e negando muito do que prometeu. Aliás, fazendo pior, porque ao atrair e instalar os parlamentares do Centrão em sua base de sustentação entronizou no coração palaciano a “velha política”, da qual se ufanava de ser o principal inimigo.

A Amazônia e o Pantanal estão tendo grandes extensões de suas áreas devoradas pelo fogo e o presidente afirma que isso não é verdade. O coronavírus já matou mais de 103,1 mil pessoas e infectou 3,1 milhão de brasileiros, mas o presidente, agora usando máscara na base do tira-e-põe, continua insistindo que ficar em casa nada resolve, que o isolamento social é besteira e que a volta ao trabalho vai garantir o giro da economia e os empregos.

Na quarta-feira, aos 80, a vó de Michele Bolsonaro tornou-se mais uma vítima da Covid-19. Dor e impotência no lar da primeira-dama, que já vinha passando bocados maus com a revelação dos sucessivos depósitos feitos em sua conta bancária pelo ex-assessor dos Bolsonaro, o ex-policial Fabrício Queiroz e sua esposa, ambos agora em regime de prisão domiciliar.

Resta ao presidente uma solução honrosa. Recomeçar, se possível. Fincar uma estaca, de número zero. Redefinir composição e diretrizes de governo. Ajustar a fala e a prática de acordo com as imposições nacionais e de olho na conjuntura internacional. E ainda há tempo para salvar o governo e a si mesmo. Se quiser. Basta querer. Mas aí está a dúvida. Aí reside o dilema.

O capitão-presidente vem demonstrando que sua teimosia e seu orgulho, mesmo desgastados, são mais fortes. Deve mesmo adorar os gritos histéricos, cartazes e afagos de apoio da claque fiel que o aguarda e o acompanha todos os dias aonde quer que vá. O Brasil…ora, o Brasil. Os brasileiros…ora, os brasileiros…

Dia do Combate à Poluição: medidas para adotar durante o home office

Na próxima sexta-feira (14) é celebrado o Dia do Combate à Poluição, e nesta data, que surgiu como um alerta às consequências da poluição ambiental, é necessário frisar a importância de cuidar do meio ambiente. Com a chegada da pandemia pela Covid-19, o home office tornou-se uma opção de trabalho, e para isso há medidas para evitar a poluição que são importantes para o dia a dia desta rotina.

Para a analista de sistemas da Unimed CG, Keila Cristina Terra Soares, reinventar tornou-se parte de seu vocabulário e rotina, desde o início da pandemia. Ela, que há quatro meses precisou trocar o ambiente de trabalho para a ilha da cozinha de sua casa, conta que sempre buscou ter bons hábitos para ajudar no combate à poluição, e durante o período de trabalho em casa não seria diferente.

“Não gosto de imprimir papéis, imprimo apenas o necessário, além disso, quase não uso rascunho, e se preciso fazer anotação prefiro anotar tudo em um arquivo no computador ou no celular, para evitar ao máximo o uso de papel”, relata Keila.

A analista de sistemas ainda conta que pensar no meio ambiente não se restringe apenas a adotar bons hábitos quando o assunto é trabalho em casa, no dia a dia Keila também busca fazer a diferença. “Aqui separamos o máximo possível os plásticos, garrafas e as latas do lixo normal, colocamos tudo em sacolas separadas”.

Henrique Thome Baptista, também analista de sistemas na Unimed CG, conta que “sempre reaproveito papéis quando utilizo a impressora, e se por algum motivo tenho que reimprimir algo, utilizo o verso em branco para fazer blocos de rascunho. Eu também deixo as janelas de casa abertas para aproveitar a iluminação natural praticamente durante todo o dia, e assim acabo evitando o gasto de energia desnecessário”.

“Saindo um pouco do ambiente de trabalho, quando vou realizar as compras do mês levo sacolas recicláveis para não utilizar as de plástico do mercado”, finaliza Henrique.

HÁBITOS PARA ADOTAR

Na rotina de trabalho, seja home office ou não, veja quatro hábitos essenciais para adotar diariamente:

– Materiais de escritório: Utilize materiais de escritório até que acabem e só depois adquira novos;

– Caneca: Tenha uma caneca para usar no trabalho. Os copos plásticos nem sempre são separados e encaminhados para reciclagem;

– Papel: Ajude a reduzir o consumo de papéis, imprima apenas se for necessário, e quando precisar imprimir utilize os dois lados da folha. (A média mundial de consumo de papel é de 58 kg por ano e cada pessoa consome, em média, 0,6 árvores por ano).

– Computador: Desligue o computador e tire-o da tomada quando não for usar mais. E se não puder desligar completamente, desligue pelo menos o monitor.

Como prevenir a transmissão da Covid-19 no ambiente de trabalho

O local de trabalho pode ser um ambiente de fácil transmissão de doenças respiratórias, como o novo coronavírus. Com o contato diário e constante entre pessoas e o compartilhamento de documentos, equipamentos e materiais, é possível que o vírus se espalhe facilmente. Neste momento de pandemia, algumas medidas de prevenção a possíveis contaminações podem ajudar.

A médica infectologista Márcia Dal Fabbro explica que, o primeiro cuidado, ao chegar no local de trabalho, deve ser em relação ao registro de ponto. “Aquele é um ambiente em que as pessoas batem o dedo ao entrar na empresa. Então, logo após colocar a sua digital, é preciso passar álcool 70% nas mãos. Antes de começar a trabalhar, lavar bem e limpar a mesa mais de uma vez ao dia”.

Além da mesa, a infectologista explica que também é interessante higienizar os materiais de maior contato do trabalhador, como o mouse e teclado do computador, por exemplo. “Para objetos, o álcool 70%, em gel ou líquido, é suficiente para promover a desinfecção”.

Outro ambiente de fácil proliferação de bactérias, conforme Márcia, e para o qual se deve ter cuidado, é o banheiro. “É preciso ter todos os cuidados de higiene em manipular alguns itens, como a descarga, em que todos colocam as mãos. Também, o trinco da porta. É preciso lavar bem as mãos todas as vezes”.

Ainda, a infectologista recomenda para a precaução com os objetos de uso pessoal do funcionário. “Xícaras, copos e toalhas devem ser de uso particular. Ou, no caso, optar pelos descartáveis. Assim, evitamos a proliferação do vírus”.

Para funcionários que se alimentam no trabalho, a cautela neste momento deve ser redobrada, segundo a médica infectologista. “Nos refeitórios, deve-se evitar tossir ou falar próximo aos alimentos, no momento de se servir. Ao conversar, é possível que o indivíduo solte gotículas e contamine o alimento”.

Por último, Márcia salienta para que funcionários com qualquer manifestação suspeita no organismo, não frequentem o ambiente laboral. “O colaborador que manifestar qualquer sintoma que possa remeter à Covid-19 deve permanecer em casa, para não possibilitar a contaminação dos colegas de trabalho”.

Indústrias adotam biossegurança e remodelam negócios em MS

A pandemia de Covid-19 impôs diferentes desafios para os empresários sul-mato-grossenses. Com o apoio do Sebrae/MS, Sesi/MS e Senac/MS, as indústrias estão adotando os protocolos de segurança, garantindo o funcionamento seguro neste período. E para enfrentar a crise, os negócios se adaptaram diante de novas demandas, lançando até produtos no mercado.

É o caso das indústrias Alumix Esquadrias Especiais e Portall Alumínio, localizadas em Campo Grande. O núcleo de inovação dos estabelecimentos desenvolveu, inicialmente para uso interno, um “lava-pés” visando reforçar a limpeza dos calçados dos colaboradores, contribuindo para a biossegurança. O recipiente foi feito com sobras de alumínio, e pode receber água sanitária.

Hoje, o produto é comercializado e já foi adquirido por empresas e escolas. “O alumínio gerava uma sobra grande que era descartada, como é um material composto, não dava para reciclar, era também um problema ambiental. O lava-pés é um dos materiais que vieram para a utilização das sobras. Várias pessoas também viram a necessidade e a facilidade de usar isso”, explica o proprietário das duas empresas, Eduardo Henn.

Além de criar produtos para lidar com a crise, o setor industrial teve que se reorganizar para atender a novas demandas. O exemplo mais visto em todo o mundo é a produção de máscaras. A pandemia trouxe mais necessidades ao mercado, como outros equipamentos de proteção individual (EPI) para profissionais da saúde e de demais áreas.

A RU Uniformes, indústria da Capital, foi uma das primeiras do país a fabricar máscaras de tecido para o mercado, segundo a proprietária Juliana Aranda. O estabelecimento é referência na produção de uniformes para o segmento escolar e precisou remodelar o negócio. Atualmente, além da área da saúde, profissionais de outros setores também têm buscado a empresa para uma proteção a mais.

“Estávamos mais fortalecidos no segmento escolar, com a paralisação das aulas presenciais, voltamos às nossas origens. Quando começamos a indústria, atendíamos hospitais. Na pandemia, fomos uma das primeiras a fabricar máscaras, nos reinventamos muito rápido. Os enfermeiros e médicos iam nas nossas lojas de varejo para comprar sapato, roupa, e outros profissionais, como manicures, também compraram jalecos para atender nas casas”, comenta.

INDÚSTRIA SAUDÁVEL

Para manter as atividades de forma segura na pandemia, as indústrias precisaram se adequar. Por isso, os pequenos negócios do setor industrial têm aderido à consultoria Indústria Saudável, parceria entre Sebrae/MS, Sesi/MS e Senac/MS que orienta sobre protocolos de segurança para rotina de trabalho, adequação e cuidados com as pessoas, seguindo resoluções preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A RU Uniformes, Alumix Esquadrias Especiais e Portall Alumínio fizeram a consultoria Indústria Saudável. “Com a pandemia, aumentou a demanda da saúde e não poderíamos deixar de atender, por isso fui atrás das consultorias de protocolos de segurança para cuidar dos funcionários, para continuarmos atendendo”, afirma a proprietária da RU Uniformes, Juliana Aranda.

Ao cumprir os requisitos da consultoria, o empresário recebe uma certificação digital, comprovando para os clientes e colaboradores que é um estabelecimento seguro. A consultoria Indústria Saudável é gratuita para micro e pequenas indústrias de Mato Grosso do Sul. As inscrições são feitas no site do programa Sebrae Orienta: orienta.ms.sebrae.com.br.

ENTRE GAÚCHOS

O gaúcho Oscar Goldoni teve efêmera trajetória na política de Mato Grosso do Sul. Em 1990 foi eleito deputado estadual. Na metade do mandato venceu a disputa pela Prefeitura de Ponta Porã, onde morava. Assumiu em janeiro de 1993 e no mesmo ano renunciou, abatido pela morte de um filho que perdeu a vida ao cair de um prédio em Campo Grande. Em 1994 voltou à política elegendo-se deputado federal. Depois não conseguiu outras vitórias eleitorais, até ser morto por pistoleiros em 15 de setembro de 2015, saindo do pátio do Detran em Ponta Porã. Na campanha de prefeito, teve a ajuda de um conterrâneo, o músico e cantor Gaúcho da Fronteira (foto).

Shopping Campo Grande retoma programação de cinema drive-in

O Cine Sesc Drive-in, realizado no estacionamento do Shopping Campo Grande em parceria com o Sesc MS, retoma sua nova programação nesta semana, seguindo as recomendações de biossegurança da Prefeitura Municipal de Campo Grande. As próximas sessões já estão confirmadas para sexta-feira (14), sábado (15) e domingo (16), com a exibição dos filmes ‘Eu e meu guarda-chuva’, ‘Tropa de Elite II’ e ‘O Palhaço’, sempre com início às 18h.

Os ingressos custam 5 kg de alimentos não-perecíveis por pessoa, exceto sal, e podem ser trocados na Praça Central do estabelecimento. O montante arrecadado será doado ao Programa Mesa Brasil Sesc, que em julho atendeu 19.492 famílias em situação de vulnerabilidade.

Com limite máximo de 55 carros por sessão, o espaço será organizado de forma a garantir o distanciamento entre os veículos. Os colaboradores do Shopping estarão disponíveis para orientar o público quanto à entrada e saída, garantindo uma experiência enriquecedora para todos os que participarem da ação. A organização lembra, ainda, da necessidade de os carros terem rádio FM, porque o som será transmitido por meio de frequência 100.01 FM.

Para garantir conforto e segurança ao público, a orientação é que estejam no mesmo veículo somente pessoas que moram juntas, sendo limitado o número de duas pessoas por carro, ou em caso de família ou acompanhantes até quatro pessoas por carro. Todos os participantes devem usar máscaras, durante todo o período em que estiverem no local do evento. Em caso de necessidade, os colaboradores do Shopping devem ser chamados com o uso do pisca-alerta do veículo.

LANCHES E APERITIVOS

Para quem optar em comer no local, haverá um serviço de entrega do Outback feito diretamente ao carro do cliente. Basta que o mesmo acione o pisque-alerta. Entre as opções, haverá lanches como o The Outbacker Burger, Ned Kelly Cheddar Burger, Ribs Double Decker, Aussie Picanha Burger, Firecracker Shrimp Burger, Veggie Blue Cheese Burger e o Ridgy Didgy Mini Burgers. Já no cardápio de aperitivos, haverá Aussie Cheese Fries, Firecracker Shrimp Nachos, Outback Jack Nachos, Kookaburra Wings 10 unidades, Kookaburra Wings 15 unidades. Além disso, serão oferecidas bebidas como Iced Tea 500 ml e refrigerantes em geral. Os valores de cada item podem ser consultados junto ao Outback.

PROGRAMAÇÃO

– Horário das sessões: 18h;

– Local: Estacionamento verde, em frente à Fórmula Academia;

– 14/08 (sexta-feira) – Eu e meu guarda-chuva (Fantasia | Classificação: Livre);

– 15/08 (sábado) – Tropa de Elite 2 (Ação, polícia, drama | Classificação: 16 anos);

– 16/08 (domingo) – O Palhaço (Drama, comédia | Classificação: 10 anos).

Mato Grosso do Sul segue chorando suas perdas para o coronavírus

Os profissionais de saúde – médicos, enfermeiros, assistentes – e indígenas somam-se a hipertensos, diabéticos e outras pessoas cujos problemas de saúde as colocam no chamado grupo de risco diante da pandemia da Covid-19. Em Mato Grosso do Sul, os surtos dessa doença estão afetando cada vez com maiores intensidade e frequência os ambientes hospitalares e aldeias, produzindo lágrimas de desespero, dor e desalento.

Em 1º de julho morreu o primeiro médico da linha de frente no Estado, Miguel Yoneda, 74, plantonista no Hospital da Vida, de Dourados. Apesar da idade, Yoneda abriu mão do isolamento e foi combater a pandemia. O médico residia em Ponta Porã e estava internado no Hospital Universitário de Dourados com quadro grave da infecção provocada pelo novo coronavírus.

Miguel Yoneda, o Miguelito, o primeiro médico morto pela doença

Um dia depois morreu Aparecido dos Santos Alexandre, o Cicinho, coordenador municipal de Vigilância Epidemiológica de Douradina. Ele era presidente do Conselho Municipal de Saúde e integrava o Comitê Permanente de Enfrentamento à Covid-19. O pneumologista Antônio Carlos Monteiro, 59, de Dourados, foi o terceiro profissional de saúde vítima da doença causada pelo coronavírus em Mato Grosso do Sul.

Em Campo Grande, o enfermeiro Valdinei Pereira de Souza, 43 anos, servidor do Hospital Regional (HRMS), foi a 12ª vítima entre profissionais da saúde no Estado. Em Corumbá, o técnico de enfermagem Jovelino Lopes, 55, foi o quarto profissional da saúde que perdeu a vida no município com a doença. A primeira aconteceu em 23 de junho, quando foi a óbito a técnica de enfermagem Rosimeire Ajala, 44, que trabalhava na Maternidade.

De acordo com levantamentos extra-oficiais, até segunda-feira (10) já haviam morrido mais de 15 profissionais da saúde em Mato Grosso do Sul. Dados apontam que, até àquela data, de 29.101 pacientes infectados no estado 2.721 eram profissionais da saúde, sendo 9,3% médicos, enfermeiros ou técnicos de enfermagem.

NAS ALDEIAS

A morte por coronavírus entre os índios é uma das principais preocupações das autoridades médico-científicas, antropólogos e organizações voltadas aos direitos humanos. Estado com uma das maiores concentrações de índios no Brasil, Mato Grosso do Sul está no centro dessa atenção, principalmente entre os guarani e caiuá da Grande Dourados e Cone Sul e os terena de Aquidauana e Miranda.

Até à semana retrasada 22 nativos originários haviam morrido com a Covid-19 em território sul-mato-grossense. Um dos óbitos mais recentes aconteceu no domingo (9) e foi bastante pranteada: o líder terena e ex-coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai), Joãozinho Silva, 57, sucumbiu ao vírus. Ele teria sido o 15° óbito da etnia na região de Aquidauana. O líder terena foi um dos primeiros índios de Mato Grosso do Sul a concluir o curso de técnico de indigenismo, ainda na década de 80.

Diante de tantas mortes, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, exonerou o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), Eldo Elcidio Moro. Aquidauana e Anastácio, duas cidades-gêmeas, estão praticamente acuadas pela pandemia. As medidas adotadas até agora não surtiram efeito, a rede hospitalar entrou em pré-colapso, doentes estão sendo enviados para Campo Grande. Nem mesmo a ajuda de aparelhos respiradores enviados pelo governo estadual adiantou muita coisa: não há estrutura de pessoal e instalações técnicas preparadas para que todos esses equipamentos possam funcionar.

OUTROS SETORES

Contaminações, recuperações e óbitos são também constatados na política, nas atividades religiosas e outros segmentos. Se na Assembleia Legislativa três deputados estaduais conseguiram se recuperar – o presidente, Paulo Corrêa (PSDB); Neno Razuk (PTB); e Coronel David (sem partido) -, infelizmente um desfecho semelhante não aconteceu para outros políticos.

A vice-prefeita de Inocência, Neusa Dias Junqueira, 58, perdeu essa luta e foi a óbito. Ex-vereadora de três mandatos, era muito popular na cidade, aonde trabalhava vendendo pastéis na feira-livre. Combativa e alegre, é lembrada com saudade por Suely Veiga, líder e dirigente sindical dos trabalhadores da Educação, que postou uma foto com Neusa e a presidente do Sindicato dos Professores de Iguatemi (Simted), Almair Lima de Grandi, durante um encontro em 2019.

Outra vítima na vida pública estadual foi o vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Terenos, Jose Agostim Acosta Neto, conhecido como Zé Corin, do PSDB. Ele morreu na madrugada de 31 de julho. Por causa desse risco, prefeituras, Câmaras de vereadores e Assembleia Legislativa estão realizando suas atividades por meio de videoconferências e outros recursos digitais.

The Head: isolados no gelo

Em Ninguém Quer a Noite de 2015, a diretora Isabel Coixet já alertava:
quando a luz se apaga no Ártico, não são apenas as sombras que aparecem, mas também nossas verdades mais profundamente enterradas.

The Head é uma série dirigida por Jorge Dorado, a partir de um roteiro escrito pelos irmãos Álex e David Pastor. Nela se usam cenários nevados e gelados, do outro lado do globo, para construir um espetáculo de seis episódios, que giram em torno de mistério, terror e isolamento.

Essa série é para aqueles de nós que sofreram a mesma coisa em primeira mão ultimamente – sendo trancados em vossas casas por meses, graças à uma sangrenta pandemia – The Head fornece algum consolo, porque percebemos aqui que as coisas poderiam ser bem piores.

The Head começa com uma festa animada com a intenção de se despedir de alguns dos trabalhadores da estação de pesquisa polar que está voltando para seus países de origem – por sorte, no último dia de sol. Entre eles está o comandante Johan Berg (interpretado pelo dinamarquês Alexandre Willaume), cuja esposa Anikka (sua compatriota Laura Bach) ficará para trabalhar nesta remota tundra durante os meses sombrios de inverno que estão por vir. A escuridão será a única opção por meses.

Então, meses depois, quando o sol começa a brilhar mais uma vez, Berg retorna à base científica, preocupado porque não tem notícias de sua esposa há dias. Mas, para sua surpresa o que ele encontra é um mórbido e horrendo caminho de sinais inexplicados de violência, além de vários cadáveres e uma dos membros da equipe – a doutora Maggie (atriz escocesa Katharine O’Donnelly) – em um estado desastroso tanto emocional quanto mental. Só tem ela pra explicar toda a confusão agora.

– O que aconteceu?

É a partir daí que começa a investigação.

A garota começa a falar mas, não sabemos se ela está falando a verdade, é claro. O processo de juntar os pedaços do que aconteceu a essa equipe de dez seres humanos isolados na Antártica durante os meses de escuridão, acontece com a ajuda de constantes flashbacks. Ao entrelaçar o passado e o presente, além das memórias de felicidade conjugal dos protagonistas – que às vezes se mostram um pouco profundas e reveladoras, a estrutura dos primeiros episódios desta série é gradualmente construída.

– Quem teria e qual seria a motivação de assassinar todas as pessoas dali?

A vida na inóspita Antártida já rendeu muitas boas histórias. E esta é uma dessas.

5 pipocas!

Disponível na Globoplay.

Um vírus ainda invencível segue deixando seu rastro de morte e medo

O letal inimigo ainda é invencível, embora já se anuncie que miraculosas vacinas estejam em fase final de produção para varrê-lo do mapa. Neste Brasil que tem mais de três milhões de casos confirmados e óbitos que já passaram dos 102 mil, a pandemia da Covid-19 continua no alvo de calorosas polêmicas sobre como enfrenta-la ou livrar-se dela. De um lado, as recomendações oficiais dando como garantia principal os cuidados preventivos que incluem distanciamento social e as demais medidas preventivas, como o uso de máscaras, a permanência em casa e evitar as aglomerações.

Há, entretanto, muita gente por esse brasis afora que não acredita na eficácia do isolamento social, entende ser possível continuar saindo de casa e ainda fazendo uso da hidroxicloroquina e ouros medicamentos não recomendados pelas autoridades mundiais da Ciência e da Medicina, como a Organização Mundial de Saúde. Essa expressiva faixa da sociedade tem como principal incentivador o presidente Jair Bolsonaro.

Nesta conjuntura as mortes, internações hospitalares e os problemas emocionais se multiplicam, numa escala das mais temíveis e devastadoras. O Brasil ultrapassou a marca de 100 mil mortos por Covid-19 pouco menos de cinco meses depois da primeira morte, em 12 de março. O país hoje é um dos três com maior número de casos e mortes em todo o mundo.

Se no início divulgava-se que o vírus só era perigoso para os grupos de risco (os idosos, diabéticos e hipertensos, entre outros de saúde mais vulnerável), hoje a realidade é bem outra: muitas pessoas jovens e saudáveis passam a frequentar a relação de óbitos. E esse obituário se estende das camadas mais humildes às de melhor situação financeira, engloba pessoas de pouca ou nenhuma informação técnica e gente esclarecida.

OBITUÁRIO

O universo de celebridades – políticos, artistas, empresários – é um dos cenários do luto brasileiro causado pela mortífera atividade do coronavírus. No extenso registro dessas marcas dolorosas há nomes como os do consagrado cartunista, desenhista e pintor Daniel Azulay, que morreu no dia 27 de março, aos 72 anos. Ele já lutava contra a leucemia quando contraiu o coronavírus.

O compositor, intérprete e escritor Aldir Blanc, 75 anos

Mais nomes podem ser acrescentados, como os do empresário e colecionador de artes Ricardo Brennand, 92; o compositor e escritor Aldir Blanc, 73; o músico e co-fundador da banda “Titãs”, Ciro Pessoa, 62; o jurista carioca Sylvio Capanema de Souza, 82, autor da Lei do Inquilinato; a trans Thina Rodrigues, 57, uma aliada na luta contra a transfobia, fundadora e presidente da Associação de Travestis do Ceará; o jornalista, apresentador esportivo de TV e músico Rodrigo Rodrigues, 45; o sambista, compositor e intérprete David Corrêa, 82; o artista plástico e pioneiro em arte cinética no Brasil Abraham Palatnik, 92.

Ciro Pessoa, músico e co-fundador do Titãs, 62 anos

Infelizmente, existem outros nomes queridos das vitrines artístico-culturais do País nessa galeria que agora é de saudades: a cantora gospel Fabiana Anastácio, 45; o cantor, compositor e seresteiro Evaldo Gouveia, 91, autor de sucessos imortais como “Que Queres Tu de Mim”; Miss Biá, 80, uma das primeiras drag queens do Brasil; o escritor Sérgio Santana, 78; o cantor e seresteiro Carlos José, 85; a radialista, política, jurada e apresentadora Daysi Lúcidi, 90; o ator, autor e diretor Gésio Amadeu, 73, que fazia o Chefe Chico na novela “Chiquititas”, do SBT, e interpretou papéis de destaque em várias produções globais como “Velho Chico”, “Sinhá Moça” e o seriado “Sítio do Pica-Pau Amarelo”; e o funkeiro MC Dumel, 28;

Daisy Lúcidi, atriz, política e radialista, 90 anos