O deputado estadual Professor Rinaldo Modesto (PSDB) acaba de acrescentar mais duas iniciativas de seu mandato na rede institucional de dispositivos das chamadas políticas afirmativas de reconhecimento aos direitos da mulher. Na última terça-feira (7) a Assembleia Legislativa aprovou duas leis sugeridas pelo parlamentar para reforçar os mecanismos de combate e prevenção à violência de gênero.
Uma das propostas aprovadas inclui no cadastro dos programas sociais de Mato Grosso do Sul o registro de informações sobre violência doméstica sofrida pela mulher cadastrada. De acordo com o texto, o registro terá como base, as informações oficiais obtidas junto à Delegacia de Violência Contra a Mulher e por meio de certidão criminal do Poder Judiciário, em nome do agressor.
Caberá ao governo estadual ou às prefeituras efetivar o registro das informações, que gozarão de sigilo público. A sua utilização indevida sujeitará os responsáveis às penalidades cíveis e penais. O cadastro atualmente, segundo Modesto, está sujeito ao acesso sem controle prévio e pode resultar no agravamento da violência doméstica. “Há informações, como a indicação do endereço da mulher em situação de vulnerabilidade, que ficam acessíveis, inclusive ao agressor”, argumenta.
NAS ESCOLAS
A outra lei institui, como “conteúdo transversal do currículo escolar da Rede Pública de Educação”, o ensino de noções básicas sobre a Lei Federal nº 11.340/2006, a Lei Maria da Penha. “O objetivo é contribuir na divulgação e no reconhecimento desta lei, incentivando a reflexão crítica entre estudantes, professores e comunidade escolar sobre a violência contra a mulher”, enfatiza Rinaldo Modesto. Ele considera necessário ressaltar a necessidade da denúncia contra o agressor ou até mesmo medidas protetivas previstas em Lei, além de promover a igualdade de gênero, prevenindo práticas de violência contra a mulher.
O deputado esclarece que a programação ampliada para a comunidade escolar poderá ser desenvolvida durante o ano letivo, culminando com a realização anual de atividades durante a semana do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, para fomentar debates. Rinaldo Modesto considera da máxima importância discutir o tema no ambiente escolar. “O sucesso no combate e na prevenção à violência é uma questão de consciência, que precisa ser incutida desde a infância, pois a criança já cresce ouvindo e aprendendo isso”, analisa.
“Na adolescência, é muito comum que o primeiro relacionamento seja com alguém da escola. Então, meninos e meninas já estarão mais conscientes, principalmente no que diz respeito à igualdade de gênero e na defesa da mulher. E com a inclusão da família na discussão, tenho certeza que os resultados serão muitos positivos na redução desse tipo de violência”, finalizou Rinaldo.
Cada deputado estadual tem direito a apresentar emendas parlamentares até o limite da cota individual, que é de R$ 1,5 milhão. Esse dinheiro fica no Orçamento do Estado, como reserva financeira para ser liberada a prefeituras e entidades assistenciais em programas e ações de educação, saúde e assistência social.
Sensível aos desafios da rede hospitalar, sobretudo na crescente utilização das unidades de atendimento, o deputado estadual Gerson Claro (Progressistas), líder do Governo na Assembleia Legislativa, destinou R$ 150 mil (ou 15% de sua cota) para que a Santa Casa de Campo Grande possa adquirir novos equipamentos. A articulação para liberação da verba foi feita por Esacheu Cipriano Nascimento, quando era presidente do hospital.
Esacheu Nascimento conta que o recurso foi solicitado para aquisição de um equipamento de Raios-x digital fixo, que ficará à disposição dos pacientes no Centro de Diagnóstico por Imagem. A gerente de Captação de Recursos e Eventos da Santa Casa, Cátia Almeida, informou que a máquina possibilitará ao médico receber o exame no computador ainda durante a consulta.
“Além de trazer uma imagem bastante clara, de alta definição, o equipamento propicia agilidade e economia para o hospital”, comemorou Cátia. A gerente explicou que o papel couchê, utilizado para imprimir esse tipo de exame, custa muito caro para a instituição. “Com as imagens digitalizadas, os médicos poderão dar mais agilidade às consultas e atender maior número de pacientes”, emendou.
Por sua vez, Gerson Claro ressaltou o papel grandioso da Santa Casa de Campo Grande, com atendimento de mais de 20 mil pacientes por mês, em média, e manifestou a certeza que o Raios-x digital vai proporcionar um atendimento rápido e eficaz à população. “A demanda do hospital é muito grande. Ao eliminar o papel, além de ampliar o número de pessoas usufruindo dos exames, conseguimos garantir uma grande economia para o hospital”, concluiu o deputado.
Mesmo diante das incertezas geradas pela crise da pandemia do coronavírus, em março passado a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) já estava estimando um desempenho diferenciado do Brasil nas exportações. Um dos indicadores não deixa dúvidas: o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) divulgou que, em 2020, as exportações brasileiras de carne de frango devem crescer 5%, atingindo novo recorde – de quatro milhões de toneladas – apesar do ambiente árido da economia por causa da Covid-19.
Nesse compasso, Mato Grosso do Sul chegou disposto a atestar seu potencial no agronegócio, dentro de um nicho que não tem ainda a visibilidade midiática da soja e da carne bovina. De acordo com a Carta de Conjuntura do Setor Externo, publicada pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), as exportações de carne de aves no primeiro semestre deste ano aumentaram 25,34% em termos de valor, na comparação com o mesmo período de 2019.
Os dados estão na Carta de Conjuntura do mês de junho. As operações externas nos primeiros seis meses deste ano somaram US$ 126,27 milhões, contra US$ 100,74 milhões do ano passado. “Isso é resultado da política de fomento à avicultura que foi implantada pelo Governo do Estado, ao diálogo permanente com o setor e à adoção de rigorosos protocolos de biossegurança”, analisou Jaime Verruck, titular da Semagro.
POSIÇÃO INTERESSANTE
O secretário informa que foram exportadas 23 mil toneladas a mais de carne de aves no primeiro semestre de 2020. “Nós estamos aumentando nossa produção e assumindo uma posição interessante no mercado internacional”, exulta. Segundo a Semagro, Mato Grosso do Sul tem a China como principal parceiro comercial, representando 50% do total das exportações locais.
Para preservar esse mercado, Verruck salientou que o governo tem estabelecido protocolos de biossegurança para todos os setores industriais, com participação efetiva dos setores público e privado. “Criamos o Programa Prosseguir e um programa de saúde e segurança na economia. O Estado monitora as indústrias credenciadas para exportação e os padrões de biossegurança têm mostrado resultados positivos”, discorreu.
Verruck frisou que o Governo tem como meta estratégica a manutenção do credenciamento de unidades industriais de exportação, inclusive para a China, dada à sua importância na pauta de exportação e na geração de empregos. “Para isso, precisamos cuidar dos protocolos e da saúde das pessoas. Todas as vidas importam”, acrescentou. Os órgãos sanitários estaduais e federais têm monitorado a produção da indústria nesse período de pandemia da Covid-19 e dá orientações sobre protocolos de biossegurança, a fim de que não haja prejuízo às operações externas.
Na pauta da carne de aves, a China também é o grande destino das exportações. “Estamos acompanhando de perto o setor. Em Dourados, temos a BRF, que gera mais de 1500 empregos, apresenta crescimento das exportações e mostra como os protocolos produzem resultados satisfatórios”, ressaltou. No primeiro semestre deste ano as carnes de aves representaram 4,27% do total das exportações sul-mato-grossenses.
Os principais destinos do produto, nesse período, foram a China (23,74%); Japão (18,81%); Emirados Árabes Unidos (7,49%); Cingapura (6,67%); e Kuweit (4,03%). Em relação aos demais estados produtores, Mato Grosso do Sul é o segundo maior exportador de carne de aves do Centro-Oeste – o sexto maior do país.
Encarregado de pensar e articular as ações políticas de Reinaldo Azambuja, o secretário especial do Governo e presidente regional do PSDB, Sérgio de Paula, está muito bem consciente do papel desafiador que tem a cumprir. Um papel que agora é bem mais complexo por causa da crise econômica agravada pela pandemia da Covid-19 e os impactos conjunturais e específicos que se refletirão na próxima disputa eleitoral.
Para ele, desafios desse tamanho não são bicho-de-sete-cabeças. Habituou-se a enfrenta-los desde cedo, nas lutas pela sobrevivência, e aprimorou o aprendizado a partir do momento em que passou a acompanhar Reinaldo Azambuja, desde a eleição para a Prefeitura de Maracaju. Hoje, é uma das peças-chave da base de inteligência do governador e assina importantes conquistas para o partido de ambos – o PSDB tem o maior número de prefeitos e de bases representativas no Estado.
Nesta entrevista exclusiva à Folha de Campo Grande, Sérgio de Paula aborda demandas político-eleitorais dos tucanos, como o compromisso de Azambuja com o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). Ressalta a intrincada exigência que o governo responde para, ao mesmo tempo, combater a pandemia e manter a economia respirando. E destaca o surpreendente desempenho da gestão Azambuja, que mesmo no redemoinho da crise e enfrentando com sucesso o coronavírus, ainda toca um programa que investirá até 2022, em todos os municípios, R$ 4,5 bilhões.
FOLHA DE CAMPO GRANDE – Se considerar o avanço da pandemia da Covid-19, com baixas taxas de isolamento social, adiar as eleições afeta de alguma forma o PSDB em Mato Grosso do Sul? SÉRGIO DE PAULA – Veja bem, o Congresso acaba de aprovar nova data para as eleições, em novembro deste ano. Qualquer elemento novo nesse tabuleiro político será alvo de nova avaliação. Por enquanto, estamos trabalhando com o que está exposto pela Lei Eleitoral. O que está fora disso não nos interessa neste momento. Sabemos que a situação é crítica com relação à Pandemia e todos estamos trabalhando para diminuir o sofrimento do nosso povo, mas não creio em nova alteração na legislação. Portanto, vamos continuar trabalhando com esse cenário.
FCG – O PSDB já tem a maioria dos prefeitos, mas ainda não conquistou algumas cidades emblemáticas, como Dourados,
“Está muito claro que vamos seguir o nosso líder maior, o governador Reinaldo Azambuja. Ele já reiterou centenas de vezes que não vai falhar com sua palavra: vai apoiar o prefeito de Campo Grande”
Maracaju, Naviraí e Nova Andradina. Esse tabu será quebrado em 2020? SP – Estamos trabalhando para isso. Porém, neste mesmo caminho não podemos esquecer das alianças partidárias. E como todos sabem, o PSDB, além das conquistas eleitorais, vem conquistando aliados de primeira hora. E isso está sendo levado em conta neste momento. Muitas vezes, embora muita gente não saiba, um prefeito de partido aliado é e sempre será um soldado que está marchando junto com o nosso partido. E assim por diante. Em síntese, pretensão política é o que não falta em nossas fileiras, mas cada município tem seu próprio histórico político e isso não pode ser ignorado no momento das articulações que precedem a disputa eleitoral. No momento certo, na hora certa, vamos anunciar nossas chapas, com ou sem alianças em vários municípios. É um desafio enorme.
FCG – De acordo com uma resolução nacional, o PSDB deve ter chapa própria nas capitais. Como ficam o desejo do governador Reinaldo Azambuja de apoiar Marcos Trad e a ambição partidária de ter seu próprio candidato? SP – Este assunto já foi tema de amplas reportagens, tanto em nível estadual, quanto nacional. Todos sabem, e isso é um discurso do próprio governador Reinaldo Azambuja, que temos um acordo de cavalheiros fechado com o prefeito Marcos Trad, do PSD. Estamos prontos para cumprir. Agora, é preciso avaliar nossos espaços e metas para 2022. Eu costumo reforçar que as eleições municipais sempre foram o principal palanque para determinar uma candidatura forte para o Governo do Estado. Quero dizer que nossa relação institucional é a melhor possível com o Marcos Trad. Os exemplos estão aí: obras conjuntas nos quatro cantos de Campo Grande, seja na revitalização do Guanandizão, na pavimentação asfáltica de vários bairros e região central, na construção de unidades habitacionais, entre outras ações. Portanto, penso que tudo isso tem e terá um peso muito grande no momento em que sentarmos à mesa para tratarmos do apoio do PSDB à sua reeleição. Mas está muito claro para nós, tucanos, que vamos seguir o nosso líder maior, o governador Reinaldo Azambuja. Ele já reiterou centenas de vezes que não vai falhar com sua palavra: vai apoiar o prefeito de Campo Grande. Agora, queremos um papel de protagonismo neste cenário, até porque o PSDB é um partido forte, com nomes fortes, com nítidas condições de disputar a prefeitura da Capital. E isso remete a um reconhecimento mínimo para marcharmos junto com o PSD do Marcos Trad.
FCG – Nos últimos meses, sobretudo agora na pandemia, a figura do secretário Eduardo Riedel ganhou maior projeção. Ele é um trunfo do governo e do PSDB para disputas eleitorais? SP – Assim como outros secretários e companheiros do partido, como os deputados federais Beto Pereira e Rose Modesto é o secretário de Governo, Eduardo Riedel. Todos já sabem da trajetória vitoriosa do Beto e da Rose, mas devemos reconhecer também o papel fundamental que o Riedel vem desempenhando no enfrentamento da pandemia e nas ações administrativas. O seu perfil conciliador e de executivo desperta a atenção do partido e, com toda a certeza, poderá se transformar num excelente nome para futuras disputas eleitorais. O que ocorre é que, diferentemente de outras agremiações que passaram pelo poder em Mato Grosso do Sul, o PSDB não vai deixar em segundo plano a articulação para chegar em 2022 com reais chances de conquistar mais um mandato. O Riedel, o Beto e a Rose, com toda a certeza, estarão prontos para disputar a indicação do PSDB na sucessão do governador Reinaldo Azambuja.
“O Governo Presente, o maior programa de investimentos da história de Mato Grosso do Sul, com previsão de investir R$ 4,5 bilhões até 2022, está a pleno vapor”
FCG – O senhor receia que as eleições possam afetar a relação com aliados que estão na base do governo, mas terão seus próprios candidatos, como em Dourados e Maracaju? SP – Muito pelo contrário. Para lembrar, o deputado Barbosinha [DEM] participou do nosso Governo com uma atuação exemplar na Secretaria de Justiça e Segurança Pública. Depois, seguiu para a Assembleia Legislativa e, mais uma vez, cumpriu papel fundamental na liderança do Governo. Portanto, na hipótese de o PSDB decidir por apoiá-lo, não teremos nenhum constrangimento ou dificuldades para subirmos juntos no mesmo palanque. O mesmo ocorre com o nosso amigo e deputado estadual Renato Câmara. Embora esteja filiado ao MDB, não teríamos problema nenhum em referendá-lo na disputa pela prefeitura de Dourados. Em Maracaju, cidade do nosso governador Reinaldo Azambuja, o projeto é retomar o poder municipal e implementar uma administração voltada para o desenvolvimento e bem-estar da população. Acredito que o nosso candidato reúne todas as condições para cumprir papel fundamental na prefeitura. E vou além: terá todo o respaldo do nosso Governo. Portanto, não trabalhamos com hipóteses. Nesse contexto sabemos muito o ofício da articulação e do compromisso político que estamos fechando neste momento.
FCG – Como a direção regional vai tratar eventuais alianças do PSDB com forças adversárias nas eleições municipais? SP – Como já afirmamos em duas perguntas anteriores, o PSDB não tem problemas de relacionamento com outras siglas. Basta ver a nossa bancada de sustentação na Assembleia Legislativa. Temos deputados de vários partidos e temos uma relação institucional e política respeitosa. Deveremos levar esta mesma parceria para as eleições municipais. Qual o problema em reforçarmos chapas majoritárias com aliados? Nenhum. O PSDB é um partido forte, maduro e responsável, e isso pesa no momento das articulações. Quero dizer que neste momento estamos prontos para disputar várias prefeituras. Mas é lógico que em alguns municípios teremos alianças, como esperamos em Campo Grande. Porém, quero deixar registrada uma frase muito popular no meio político: democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um.
FCG – O governo editou mais de 120 medidas preventivas, mas a pandemia está avançando, com baixos índices de isolamento social. Não seria o caso de atitudes mais enérgicas em relação aos refratários que continuam criando ambientes favoráveis à propagação da doença? SP – O Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir) faz uma avaliação de risco por macrorregião e por município, com o objetivo de manter as atividades socioeconômicas sem riscos à saúde e até a possibilidade de lockdown, como já acontece em Rio Brilhante e Rochedo. Toda atitude radical deve ser repensada e muito analisada. É por isso que o nosso Estado está melhor do que todas as demais unidades da federação. É fruto de um Governo responsável, que não vai sair por aí tomando medidas que possam causar prejuízos ao setor produtivo e à população economicamente ativa. Sabemos da situação crítica. Contudo, é neste momento que precisamos avaliar melhor as nossas ações. Estamos diuturnamente trabalhando para amenizar esta pandemia. O Estado e os municípios estão fazendo a parte que lhes cabe, entretanto grande parcela da população está abandonando esta responsabilidade. Todos devemos trabalhar juntos.
FCG – De uma forma geral, o que o governo estadual fez e o que não fez para enfrentar toda esta crise?
“Trabalhamos diuturnamente contra a pandemia. O Estado e os municípios estão fazendo a parte que lhes cabe. Entretanto, uma parcela da população está abandonando esta responsabilidade”
SP – Como diz nosso governador Reinaldo Azambuja em suas entrevistas, e eu acho muito bom repetir aqui: todo mundo está sofrendo prejuízos. A dona de casa, o trabalhador, o empregador, o empresário e os governos. Aqui, em Mato Grosso do Sul, optamos por não deixar as atividades econômicas paralisadas, mas foram instituídos protocolos de biossegurança. Para o nosso governo, a maior prioridade é salvar vidas. A economia, se Deus quiser, vai se recuperando gradativamente; vidas não. O governo adotou uma série de medidas para reduzir impactos econômicos, principalmente das pessoas menos favorecidas, mesmo com o foco na preservação da vida. Estamos entregando alimentos para 60 mil famílias carentes. Mais além, nos 68 municípios nos quais a Sanesul opera, consumidores de baixa renda tiveram as contas de água zeradas nos meses de abril, maio e junho. Corte de água e gás foi proibido, independentemente da renda dos moradores. Abrimos mão do ICMS da conta de luz de mais de 142 mil famílias de baixa renda. E aumentamos em 33% o benefício do Vale Renda para 39 mil famílias que têm crianças matriculadas em escolas da Rede Estadual de Ensino. Para quem mora em casas e apartamentos da Agehab [Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul], as prestações dos contratos não estão sendo cobradas durante os meses de março, abril, maio e junho. Elas vão ser acrescidas só no final do contrato. E recentemente adquirimos máscaras para distribuição gratuita para alguns segmentos da população. Então, ao mesmo tempo em que estamos tomando as medidas de segurança na área de saúde, exigindo protocolos de biossegurança sem paralisar as atividades, ampliando leitos para atender a população e colocando as barreiras sanitárias, estamos também buscando minimizar os impactos da pandemia para os trabalhadores e trabalhadoras.
FCG – Qual sua avaliação sobre o desempenho do governo Bolsonaro? SP – Esta é uma boa pergunta para o povo sul-mato-grossense responder. Eu tenho minha opinião em relação à administração do presidente Bolsonaro, mas será que vale apena sair por aí distribuindo receitas de trabalho e de política? O presidente está lá porque a maioria absoluta votou nele. Eu quero deixar claro que sou contra algum golpe que venha ferir a nossa democracia, mas já deu para ver que muitos estão na torcida para que 2022 chegue logo. Há duas correntes brigando nas redes sociais, contra e a favor de Jair Bolsonaro, e não vamos entrar nesta guerra. Eu prefiro dizer que o meu partido é o Brasil e estou torcendo muito para que dê tudo certo, que o Brasil volte a crescer e oferecer empregos e renda à nossa população. Independentemente de quem esteja no comando.
FCG – Como foi a ideia do Programa Governo Presente? E neste período de Pandemia o programa está em execução? SP – Primeiro, quero fazer aqui uma singela, mas necessária homenagem ao nosso amigo Dirceu Lanzarini. O ex-prefeito de Amambai estava muito próximo desse projeto. Com toda a certeza, sem o Dirceu o nosso Governo Presente seria bem menor do que o planejado. Infelizmente, o destino o levou de forma trágica e nos deixou uma lacuna muito grande nas articulações com municípios. Mas a vida segue e o seu legado nos deu mais forças ainda para continuarmos com o projeto. O projeto nasceu da necessidade de estender as mãos aos prefeitos, que como todos sabem estão à beira de um colapso por conta da longa crise financeira que atinge a todos. Hoje, o Governo Presente, o maior programa de investimentos da história de Mato Grosso do Sul, com previsão de investir R$ 4,5 bilhões até 2022, está a pleno vapor. Basta acompanhar as páginas do Diário Oficial e ver os editais de licitação publicados todos os dias para contratação de obras estruturais nos municípios. Um governo responsável e eficiente lança obras, planeja investimentos e executa os projetos. Eis a receita da administração Reinaldo Azambuja, que é de longe – sem nenhuma humildade – o melhor para Mato Grosso do Sul. Embora muitos ainda não compreendam o nosso projeto, não tenho dúvidas de que lá na frente seremos referência para outros tantos administradores.
Seguindo a determinação da Prefeitura Municipal de Campo Grande, que decretou toque de recolher para as 20 horas desde a última quarta-feira (8), o Shopping Campo Grande e Sesc Cultura informam a nova programação do Cine Sesc Drive-in. Dessa forma, as sessões já estão confirmadas para os dias 11, 12, 18, 19, 25 e 26 de julho, com início sempre às 17h30.
O público assistirá tudo dentro do carro, seguindo todas as normas de saúde e os protocolos de segurança devido à pandemia da Covid-19. Os ingressos para cada sessão custam 5 kg de alimentos não perecíveis por pessoa (exceto sal), que devem ser trocados na Praça Central do Shopping Campo Grande (em frente às Pernambucanas). O montante arrecadado será doado ao Programa Mesa Brasil Sesc, que em junho arrecadou mais 137 toneladas de alimentos, atendendo 19.492 pessoas em situação de vulnerabilidade.
Com limite máximo de 55 carros por sessão, o espaço será organizado no Estacionamento Verde (em frente à Fórmula Academia), de forma a garantir o distanciamento entre os veículos. Os colaboradores do Shopping estarão disponíveis para orientar o público quanto à entrada e saída, garantindo uma experiência enriquecedora para todos os que participarem da ação. A organização lembra, ainda, da necessidade de os carros terem rádio FM, porque o som será transmitido por meio de frequência 100.01 FM.
Para garantir conforto e segurança, a orientação é que estejam no mesmo veículo somente pessoas que moram juntas, sendo limitado o número de duas pessoas por carro ou, em caso de família ou acompanhantes, até quatro pessoas por carro. Todos os participantes devem usar máscaras, durante todo o período em que estiverem no local do evento. Em caso de necessidade, os colaboradores do Shopping devem ser chamados com o uso do pisca-alerta do veículo.
LACNHES E APERITIVOS
Para quem optar em comer no local, haverá um serviço de entrega do Outback feito diretamente ao carro do cliente. Basta que o mesmo acione o pisca-alerta. Entre as opções haverá lanches como o The Outbacker Burger, Ned Kelly Cheddar Burger, Ribs Double Decker, Aussie Picanha Burger, Firecracker Shrimp Burger, Veggie Blue Cheese Burger e o Ridgy Didgy Mini Burgers. Já no cardápio de aperitivos, haverá Aussie Cheese Fries, Firecracker Shrimp Nachos, Outback Jack Nachos, Kookaburra Wings 10 unidades, Kookaburra Wings 15 unidades. Além disso, serão oferecidas bebidas como Iced Tea 500 ml e refrigerantes em geral. Os valores de cada item podem ser consultados junto ao Outback.
PROGRAMAÇÃO (exibições sempre às 17h30)
– 11/07 (sábado) – As melhores coisas do mundo (Comédia | Classificação: 14 anos); – 12/07 (domingo)- De pernas pro ar (Comédia | Classificação: 14 anos); – 18/07 (sábado) – Eu e meu guarda-chuva (Fantasia | Classificação: Livre); – 19/07 (domingo) – Tropa de Elite 2 (Ação, polícia, drama | Classificação: 16 anos); – 25/07 (sábado) – Até que a sorte nos separe (Comédia | Classificação: 12 anos); – 26/07 (domingo) – O Palhaço (Drama, comédia | Classificação: 10 anos).