PDT-MS põe Ciro Gomes em segundo plano

 

 

Embora seja o candidato melhor posicionado nas pesquisas para enfrentar Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, o pedetista Ciro Gomes não conseguiu deslanchar em Mato Grosso do Sul. Sua campanha é das mais mornas e não empolga o eleitorado, apesar de o partido contar com o candidato a governador (Odilon de Oliveira), que é o segundo nas intenções de voto conforme as recentes pesquisas divulgadas por dois institutos, Ipems e Ranking.

 

No início desta campanha de Odilon de Oliveira, o PDT tinha como principal aliado o Podemos, partido que indicou o ex-presidente da Associação dos Criadores (Acrissul), Francisco Maia, para disputar o Senado. Criou-se uma situação inusitada: Odilon carregou consigo discursos para dois presidenciáveis: o senador Álvaro Dias, do Podemos, e o ex-deputado Ciro Gomes.

 

No entanto, com o passar dos dias e a desistência de Maia – que saiu da disputa -, os pedetistas concentraram seus esforços e mobilizações na candidatura de Odilon ao governo estadual, enquanto Ciro ficou quase como figura protocolar de referência, porém sem o apelo compatível com a envergadura de um candidato ao cargo máximo da República.

 

DIANTEIRA

 

O PT, sem Lula, perdeu a força na corrida presidencial entre os eleitores de Mato Grosso do Sul. Seu substituto, o ex-ministro da Educação e ex-prefeito paulistano, Fernando Haddad, não repete aqui o desempenho alcançado em outros estados. Está em segundo lugar, entretanto bem distante do líder das intenções de voto dos sul-mato-grossenses, Jair Bolsonaro (PSL).

 

Enquanto Marina Silva (Rede Sustentabilidade) se desidrata nas pesquisas, o tucano Geraldo Alckmin ganha um pouco de gás e faz o sprint derradeiro na tentativa de derrubar Ciro e Haddad. As chances, no entanto, são bastante remotas, avaliação que serve também para os outros concorrentes, como Álvaro Dias, João Amoedo (Novo) e Guilherme Boulos (Psol).

Ato pró-Azambuja mobilizou centenas de lideranças

 

 

Representando diretamente mais de 60 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, cerca de 400 lideranças do interior realizaram uma concorrida marcha a Campo Grande na quinta-feira, 20, para em ato público proclamarem seu apoio à reeleição do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). De acordo com os organizadores da ‘Onda 45’, os registros de adesão ao movimento contabilizaram antes do levantamento final mais de 60 prefeitos e quase 300 vereadores, todos titulares, de municípios de todas as microrregiões do Estado.

 

Um dos mobilizadores é o prefeito de Bataguassu e presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), Pedro Caravina (PSDB). Para ele, é nesta gestão governamental que o Estado vem conhecendo seu maior e melhor programa de investimentos em infraestrutura, saúde, educação, moradias e segurança pública. “Além disso, temos um saldo positivo na atração de indústrias, na geração de empregos com carteira assinada, na captação de investimentos, no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), na remuneração média dos professores e na retomada do desenvolvimento”, afirmou Caravina.

 

Ele observou que por conta desses resultados os prefeitos vão atuar fortemente em suas regiões nessa linha de chegada das eleições. A gestão municipalista é uma das marcas do governador, que foi prefeito de Maracaju e fez um trabalho histórico em dois mandatos, mesmo sem ter apoio do governo estadual na época. Azambuja salientou que adota o municipalismo porque entende a política como um ato de responsabilidade que implica “estar presente nas cidades e trabalhar de mãos dadas com as prefeituras, sem olhar para partidos”.

 

“Esse modelo de gestão pública deve ser mantido e, por si só, justifica a reeleição do governador”, acrescentou Ângelo Guerreiro (PSDB), de Três Lagoas. A seu ver, todos os governantes têm seus méritos, porém quem comanda um Estado pelo viés municipalista tem muito mais sensibilidade e conhecimento de causa para atender as demandas fundamentais dos municípios. Um dos momentos marcantes do evento foi a homenagem informal prestada ao governador por prefeitas, vereadoras e lideranças femininas da Capital e do interior.

 

Um dos fatores determinantes para a entusiasmada e maciça mobilização de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e suplentes em favor da reeleição de Azambuja foi a costura política feita pelo ex-chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula. Agora, em função executiva no corpo dirigente do PSDB, de Paula desenvolve papel estratégico e ainda mais abrangente no fortalecimento do partido, na afirmação de sua capilaridade e na interlocução política e multipartidária. Com isso, e segundo os próprios municipalistas, a liderança de Azambuja se consolidou assim como a visibilidade social e conceitual de seu governo.

 

PARCERIAS

 

De Ponta Porã, o prefeito tucano Hélio Pellufo Filho realçou as parcerias do Estado com a região fronteiriça. “Estamos recebendo um tratamento diferenciado. Hoje somos referência em saúde pública, graças ao apoio do Reinaldo Azambuja na reestruturação do hospital regional”, relatou. Segundo Peluffo, um dos grandes méritos do governador é sua política apartidária, sem olhar para a cor da sigla do prefeito. “Ele atende a todos os nossos pleitos e a população está satisfeita porque enxerga que a cidade melhorou nesses dois anos com as obras do governo em parceria com a prefeitura”, emendou.

 

Por sua vez, o prefeito de Jardim, Guilherme Monteiro, disse que o governador tem sido um grande parceiro da sua administração e da população, que foi a principal beneficiada pela política municipalista. “Jardim sediou uma das etapas da Caravana da Saúde. Foram realizados mais de seis mil procedimentos. Pessoas que aguardavam anos na fila por uma cirurgia hoje enxergam ou andam sem muletas e sem dor”, lembra. “Os investimentos em infraestrutura somam mais de R$ 10 milhões e ainda vamos entregar 88 moradias, com uma previsão de concluir mais 120 unidades até o final do ano”, informou.

 

Eraldo Jorge Leite, de Jateí, foi enfático ao sublinhar que nenhum outro governo atendeu seu município como vem fazendo Azambuja em todas as áreas, elevando a qualidade de vida do povo e fortalecendo o setor produtivo com diversas obras de infraestrutura. “É uma administração que merece todo o nosso respeito pelo que fez nos 79 municípios nesses quatro anos”, ressaltou. “Jateí e toda a nossa região são gratos por tudo o que o governador trouxe em investimentos. Ele tem sido um grande parceiro e essa política, de desenvolvimento, precisa ser mantida”, destacou.

 

INVESTIMENTOS

 

O comprometimento de Azambuja com Corumbá foi fundamental para que o município garantisse empréstimo de R$ 240 milhões junto ao Fonplata (Fundo de Desenvolvimento da Região do Prata). A definição é do prefeito Marcelo Iunes, que explicou esse processo: “Primeiro, os investimentos do Fonplata se efetivaram graças ao Governo do Estado, que deu a contrapartida da primeira etapa, liberando R$ 8 milhões para as obras de pavimentação e microdrenagem do Bairro Ernesto Sassida”.

 

Ao ressaltar a parceria Estado-Município, Iunes assinalou que a população corumbaense é grata ao grande volume de investimentos do governo, entre os quais o recapeamento de asfalto em 102 quadras, melhoria da rede de distribuição de água e esgoto, implantação de rodovias no Pantanal para atender ao turismo e a produção pecuária. “Na área da saúde, o governo nos deu um aporte muito grande, de R$ 11 milhões, para ampliação do Hospital de Caridade, cujas obras já estamos licitando. E vamos construir um novo Pronto Socorro, teremos um Centro Obstétrico de qualidade e o governador ainda nos garantiu 30 leitos de urgência. Enfim, teremos em saúde uma estrutura nova, ampla e moderna que até hoje nunca tivemos”, assegurou.

 

Éder Uilson França Lima, o Tuta, de Ivinhema, opinou que a presença efetiva do governo em todos os municípios foi fundamental para desenvolver o Estado e cada prefeito equacionar sua administração diante da falta de recursos, em consequência da crise. Tuta lembrou que Azambuja foi prefeito de Maracaju e sabe das dificuldades de um gestor municipal diante de demandas como a escassez de recursos federais, queda da arrecadação e, na maioria das vezes, a distância do Governo do Estado.

Prefeitura inicia o ‘Projeto Saladão’ em Campo Grande

 

 

O Projeto Saladão iniciou suas ações na última quarta-feira (19) com o ônibus de hortifruti na Avenida Afonso Pena, ao lado da Igreja Perpétuo Socorro. Lançado, em agosto, pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia (Sedesc), o projeto representa fomento à horticultura e o fortalecimento da agricultura familiar na Capital.

 

O projeto visa também levar qualidade de vida e saúde às pessoas com os alimentos saudáveis, com produtos frescos que serão comercializados em pontos pré-determinados. Os produtos irão direto da produção para a mesa do consumidor.

 

Para viabilizar essa iniciativa serão utilizados dois veículos: o caminhão refrigerado que irá transportar os produtos das propriedades rurais para a cidade e o Ônibus Saladão, adaptado para ser um mercado itinerante. Dentro do ônibus, os produtos serão expostos em caixas colocadas nas gôndolas adaptadas para tal fim, permitindo fácil acesso do consumidor aos produtos oferecidos.

 

Inicialmente, as ações irão beneficiar três comunidades da agricultura familiar, mas a expectativa é que outras comunidades façam parte do projeto, desde que demonstrem interesse. “Esse é um projeto moderno, conversamos com os produtores e demais parceiros e acreditamos que o projeto vai favorecer os consumidores e os produtores da agricultura familiar, que são o esteio da alimentação saudável que chega a nossa mesa todo dia”, disse o secretário da Sedesc, Abrahão Malulei Neto

 

CALENDÁRIO

 

As três comunidades rurais cadastradas, inicialmente, para fornecer produtos para o Projeto são: Associação da Comunidade Sucuri, Associação dos Produtores de Orgânicos (Organocoop) e Comunidade de Produtores Rurais de Rochedinho/Escola Agrícola.

 

O calendário da primeira semana de comercialização preparado pela Sedesc em colaboração com os representantes das comunidades rurais ficou dessa forma: quarta-feira (19) o Saladão esteve estacionado da 6h às 18h, ao lado da Igreja Perpétuo Socorro, na Afonso Pena. Na quinta-feira (20), a comercialização aconteceu na Praça do Peixe (Avenida Bom Pastor, Bairro Villas Boas), das 14h às 18h. Na sexta-feira (21), o ônibus esteve na frente da Secretaria Municipal de Educação (Semed), localizada à Rua Onicieto Severo Monteiro 460, Vila Margarida.

 

“Fizemos contato com todas as comunidades rurais para que o Projeto Saladão tenha sempre os melhores produtos para oferecer à população de Campo Grande. Na medida em que o projeto for avançando, outras comunidades deverão se credenciar para oferecer hortifruti de qualidade, compatíveis com a expectativa dos consumidores”, afirmou João Krabbe, superintendente do Agronegócio da Sedesc.

 

Francisca Cardeal Gutierrez, presidente da Associação Sucuri, afirmou que sua comunidade está totalmente integrada ao projeto e comemorou a grande quantidade de produtos ofertados para comercialização na primeira semana do Saladão.

 

“Estamos tendo apoio técnico e logístico da Sedesc para que o projeto resulte no efeito esperado. A expectativa é grande, a esperança dos produtores da nossa comunidade é enorme no sucesso do Saladão”, afirmou Francisca Gutierrez.

Acadêmicos terão aula de empreendedorismo

 

 

O Sebrae/MS e a Universidade Estácio de Sá assinaram um Termo de Compromisso para implantar a disciplina de Empreendedorismo na instituição de ensino em Campo Grande.

 

O objetivo é capacitar professores para oferecer aos alunos as ferramentas necessárias à realização de uma análise e identificação de oportunidades, desenvolvendo comportamentos empreendedores em sala de aula e construindo modelos de negócios viáveis.

 

“A essência da disciplina, que faz parte do nosso programa de Educação Empreendedora aqui no estado, é que esses alunos vivenciem a questão de ter um negócio, criar uma empresa, avaliar a viabilidade dela, e coloquem isso no mercado”, explica Maristela França, diretora técnica do Sebrae/MS.

 

Os trabalhos começam ainda neste mês e a previsão é que entre 2018 e 2019 os professores repassem a metodologia a 3.156 mil acadêmicos. “Nossos professores serão os multiplicadores desse conhecimento no Ensino Superior. Isso vai agregar muito para a formação do nosso aluno no campo do empreendedorismo”, destaca Danieli Biacio, diretora-geral da Estácio de Sá.

 

O professor doutor Sandro Rodrigues foi o idealizador da parceria. Ele procurou o Sebrae com o intuito de fomentar o empreendedorismo na Universidade, o que gerou a negociação e a implantação da disciplina. “Nós temos observado a necessidade de desenvolver o modelo de empreendedorismo, e o local de referência para isso sempre foi o Sebrae. Busquei, por meio dessa colaboração, trazer esse modelo de construção para desenvolver um espírito empreendedor junto aos acadêmicos”, afirma.

 

EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA

 

O programa Educação Empreendedora foi desenvolvido pelo Sebrae para disseminar em todo o território nacional a cultura empreendedora a estudantes matriculados em instituições de ensino fundamental, médio, profissionalizante e superior.

 

O objetivo é trabalhar características que ajudem estes jovens a ter o próprio negócio ou levar o espírito empreendedor para dentro das organizações, como funcionários de visão. Para isso, o Sebrae firma parceria com as instituições de ensino e capacita os professores que serão responsáveis por disseminar este conhecimento aos alunos.

 

As escolas têm acesso a capacitações – como o JEPP (Jovens Empreendedores Primeiros Passos); “Crescendo e Empreendendo”; e disciplina de Empreendedorismo – e ações que criam um ambiente favorável à inovação e à criatividade, estimulando o protagonismo juvenil.

Projeto de Lei inibe adulteração em veículos

 

 

Os deputados estaduais aprovaram durante o Projeto de Lei 144/2018, de autoria do deputado Pedro Kemp (PT), que tem por objetivo tornar obrigatório o registro da quilometragem dos veículos na base de dados do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS).

 

A proposta visa barrar a adulteração. “As pessoas associam o registro do hodômetro como um critério fundamental para aquisição ou locação do veículo usado. Quanto menor a quilometragem, maior a valorização do bem. Isso incentiva a prática desonesta de adulteração, que não só lesa o comprador, mas que também põe em risco sua segurança, uma vez que as revisões e manutenções são executadas com base nesta informação”, justificou o deputado Pedro Kemp.

 

Com a aprovação, o projeto segue para análise das comissões de mérito da Casa de Leis e se receber parecer favorável é votado em segunda discussão. Se aprovado, segue para sanção e assim torna-se lei. E, então, o Detran-MS disponibilizará na internet o histórico com as datas de realização de vistoria dos veículos e as respectivas quilometragens registradas, da mesma forma como acontece hoje nas consultas de multas, taxas e débitos on-line.

 

Os parlamentares também aprovaram em primeira discussão o Projeto de Lei 160/2018, de autoria do deputado Maurício Picarelli (PSDB), que propõe sobre a afixação de cartazes informando sobre o risco de queimadas de lixo e de vegetação na área urbana, assim como as consequências das queimadas, como prejuízos à qualidade do ar e à saúde e exposição de imóveis ao risco de incêndio.

 

Os cartazes deverão estar em local de fácil visualização em terminais rodoviários, veículos de transporte coletivo, Unidades Básicas de Saúde, escolas, instituições financeiras e demais locais de grande circulação de pessoas. A proposta também segue para análise das comissões de mérito antes de ser votada em segunda discussão.

Cassems realiza workshop sobre atendimento ao beneficiário

 

 

Os colaboradores dos setores de atendimento participaram de um workshop com o intuito de reciclar os conhecimentos, revisar práticas e caminhar para um trabalho coletivo de responsabilidades e crescimento. O encontro aconteceu no Centro Médico e de Diagnóstico Avançado (CMDA) da Caixa dos Servidores e contou com participação de coordenadores, gerentes e da diretora de Assistência à Saúde, Maria Auxiliadora Budib.

 

A coordenadora de Autorização de Guias e Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) da Cassems, Jéssica Amoras, destaca que a correta transmissão de informações é fundamental para os processos internos.

 

“O objetivo desse encontro é a atualização de informações aos nossos colaboradores. A gente tem um grande desafio no atendimento ao beneficiário, que é a transparência dessa informação que chega até ele. A ideia é a gente trazer casos de guias que a gente recebe no atendimento para treinar a transmissão dessa informação da forma mais correta”, avalia.

 

De acordo com a coordenadora do CMDA, Juliane Wengrat, trabalhar em conjunto e estar a par das novas resoluções ajudam muito no atendimento. “Nós, do CMDA, que somos um polo de atendimento com várias especialidades, somos uma porta também do atendimento integrado. Então, essas normativas e resoluções fazem parte do nosso dia a dia. Todo mundo trabalhando em conjunto, com uma equipe integrada, a gente pode auxiliar melhor nosso beneficiário”, pontua.

 

O gerente de Recursos Humanos da Casssems, Luciano Coppini, também fez uma rápida fala aos participantes. Ele destaca que todo treinamento tem o objetivo de melhorar o atendimento ao beneficiário. “É importante esse aperfeiçoamento. Essa preocupação de estar cada vez mais se aprimorando profissionalmente tem sido cada vez mais constante na Cassems. Nós temos o intuito de oferecer o melhor serviço ao nosso beneficiário e, hoje, esse workshop tem essa intenção”, afirma.

 

Para a diretora de Assistência à Saúde da Caixa dos Servidores, Maria Auxiliadora Budib, esses treinamentos acontecem anualmente buscando melhores resultados. “O nosso foco é no beneficiário e na transparência dos processos. Essa equipe que está aqui é quem recebe o cliente para dar orientação e, uma vez por ano, a gente oferece capacitação para que eles tenham práticas de trabalho sustentáveis e com melhores resultados”, finaliza.

Controle financeiro do TCE-MS é modelo nacional

 

 

“O controle financeiro exercido pelo Tribunal de Contas nas políticas públicas”, esse foi o tema da palestra feita pelo Vice-Presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul e Diretor Geral da Escola Superior de Controle Externo (ESCOEX), Conselheiro Ronaldo Chadid, no 5º Congresso Internacional de Direito Financeiro, realizado em Curitiba/PR.

 

O Conselheiro, que é Doutor em Função Social do Direito, em nome do TCE-MS agradeceu a participação no evento e destacou a relevância do tema abordado, visto que na atualidade tem-se assistido as seguidas propostas e tentativas de enfraquecimento, até mesmo da retirada total dos mecanismos de controle efetivo da administração pública no Brasil. “É nosso dever nos mobilizarmos para a discussão de assuntos relacionados não apenas aos limites, mas principalmente as possibilidades e os caminhos de atuação dos órgãos de controle do País, em especial os Tribunais de Contas”.

 

De acordo com o tema, em suas considerações, Ronaldo Chadid teceu uma apresentação sobre o cenário relativo à dívida pública, seu panorama atual em relação ao PIB e fez um comparativo com anos anteriores, destacando que a relação entre o aumento da dívida pública e o aumento do déficit público está muito próxima, e que só há possibilidade de saldar qualquer dívida se houver superávit financeiro. O Conselheiro falou, também, sobre os tipos de controle do TCE, o interno e o externo e sua importância.

 

“Há tempos defendemos que o combate ao déficit público e a ineficiência da gestão dos recursos públicos se faz com um bom planejamento orçamentário. É o planejamento orçamentário pautado no equilíbrio financeiro das ações de Estado, seja para manutenção de sua pesada estrutura, seja para implementação de políticas públicas, que permite que qualquer Governo melhore as suas finanças, e na mesma medida permita o desenvolvimento de atividades vitais para a população (saúde, educação, segurança pública, transporte, etc)”, esclareceu Ronaldo Chadid.

 

Em sua exposição, o Vice-Presidente do TCE-MS destacou que ao contrário do Poder Judiciário que age apenas mediante provocação, os Tribunais de Contas possuem competência para atuação extra ofício. Outro ponto alto da palestra de Ronaldo Chadid foi a apresentação de soluções. Destacou que a adoção de medidas cautelares e a fiscalização concomitante proporcionam a correção imediata de irregularidades e ilegalidades, sendo os instrumentos que os Tribunais de Contas obtêm mais alcance na administração pública. Destacou, também, que os TC’s necessitam investir em modernas tecnologias para que sua presença seja real e concomitante aos entes e órgãos fiscalizados.

 

Ao fim da palestra em que abordou sobre o controle financeiro dos Tribunais de Contas, Ronaldo Chadid ressaltou que a proposta é que as Cortes de Contas exerçam a atividade de uma maneira mais ativa, em especial sobre o ciclo das políticas públicas e sobre as leis orçamentárias, e que embora outros órgãos e entidades também realizem a fiscalização, o Tribunal de Contas é o órgão que pode atuar de uma maneira mais eficiente, buscando exigir do gestor público o cumprimento daquilo que foi por ele decidido e inserido nas Leis Orçamentárias. “Nunca na história republicana a função social dos Tribunais esteve tão evidente e fortalecida devido ao expansionismo de suas competências constitucionais; a concretização da sua função social somente se dará com o cumprimento de suas competências”.

 

Para concluir, o Conselheiro afirmou, ainda, que o paradigma da eficiência transforma a função social dos Tribunais de Contas de categoria teórica para uma função mais pragmática e concreta. “É dessa maneira que o Controle Externo atingirá definitivamente a eficiência pedagógica na administração pública, diminuindo sua carga de atuação no cumprimento da função punitiva, o que evidencia um excesso de fiscalização a posteriori, diminuindo a atuação do ativismo judicial, passando a atuar de maneira preventiva e concomitante, orientando o gestor público e corrigindo os percalços que impedem o desenvolvimento das políticas públicas”.

Onde está a enganação

 

 

Os números muitas vezes iludem. Podem mentir, seduzir, ludibriar. E esta tem sido, infelizmente, uma prática das mais utilizadas num contexto sócio-político em que a verdade pode ser construída sobre ou para fins manipuláveis, fantasiosos.

 

Na política, jogar com os números é uma porta escancarada para realidades muito distintas. Há um contexto em que se manifesta a estatística da verdade, assentada com firmeza e claridade num cenário de informações que podem ser submetidas à prova e ao desafio entre a dúvida e o real.

 

Há, entretanto, outro contexto, descortinado num horizonte de simulações que, não-raramente, desembocam no hábito maledicente e criminoso da mentira. É o que se denota quando os fins se justificam por quaisquer meios, ainda que estes sejam podres, frágeis, sem nenhum alicerce na luz. É a enganação, a escuridão, o breu ético.

 

Muitos caem nessa trama que está longe de ser “cisa do destino” e tem muito mais a ver com critérios de escolhas. E por isso é de se lamentar que tal trama consiga arrastar em suas malhas consciências em princípio lúcidas, clarividentes, de intenções interessantes e bem apessoadas.

 

É o que aconteceu durante a atual campanha política, quando a ‘Caravana da Saúde’, iniciativa do governador Reinaldo Azambuja, virou alvo da fuzilaria de um de seus adversários. Não pela fuzilaria em si. Passível de reparos e críticas, a Caravana não é de fato uma solução definitiva como projeto de saúde. No entanto, trouxe soluções definitivas para problemas que seriam permanentes se não fosse a intervenção curativa das equipes médicas mobilizadas.

 

Problemas graves como a incapacidade visual provocada pela catarata, uma das ocorrências que causam a cegueira, foram solucionados pela Caravana. Eram milhares de pessoas que esperavam por uma simples e rápida intervenção cirúrgica havia meses, anos. A Caravana amparou mais de 90% das pessoas que padeciam nesta fila. Terá sido isto uma enganação ou uma perda de tempo, como sublinhou e adjetivou o adversário político do governador?

 

A ‘Caravana da Saúde’ antes de acontecer, foi bem explicada e divulgada pelo governo do Estado. Seria, como foi e está sendo, uma ação excepcional, em caráter de urgência, para garantir alguns procedimentos médicos e clínicos engasgados nas filas de espera da saúde pública. Não se encontrou outro meio imediato para socorrer esta agenda que impõe atenção imediata. Não mais do que este é o propósito da Caravana, cuja reedição está sendo pleiteada por todos os municípios do Estado.

 

Que se entenda como coisa de política a crítica e o ataque de um concorrente à ação governamental. Mas que não se aceite como manifestação natural, porque quem distorce a cena se desautoriza compulsoriamente. Para sentenciar se está sendo vítima de uma enganação ou se está aceitando ser massa de manobra para perda de tempo é a população-alvo do atendimento em saúde. Afinal, como o próprio acusador afirma em seu bordão de campanha eleitoral, o povo agora é o juiz. É mesmo?

 

GERALDO SILVA